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Chefe de inteligência da Colômbia deixa o cargo após escândalo por vazamento de informação para guerrilha
O chefe do serviço de inteligência da Colômbia anunciou na terça-feira (31) que deixou o cargo após ter o nome envolvido em um escândalo pelo suposto vazamento de informações para uma guerrilha que negocia a paz com o governo do presidente Gustavo Petro.
Wilmar Mejía, da Direção Nacional de Inteligência (DNI), foi citado em uma investigação jornalística que o vincula a um suposto vazamento de dados para uma dissidência das extintas Farc.
A emissora de televisão Caracol revelou. em novembro, dados e documentos apreendidos do grupo armado que supostamente evidenciam os vazamentos por parte de Mejía, defendido por Petro em meio à crise provocada pela investigação que também envolve um general do Exército.
O grupo que teria recebido as informações está sob o comando de 'Calarcá', um poderoso líder rebelde que mantém diálogos de paz com o governo de esquerda.
Mejía, que passou de formado em Educação Física a diretor do serviço de inteligência colombiana, nega as acusações e afirma que não conhece 'Calarcá'. Na terça-feira, ele declarou ao Canal 1 que apresentou sua renúncia ao cargo em 3 de março.
O caso ganhou novo impulso nesta semana depois que a procuradora-geral, Luz Adriana Camargo, afirmou que a instituição comprovou "fatos muito graves" relacionados à denúncia da emissora Caracol.
"Ratificamos informações graves nos computadores e celulares sobre relações do grupo (armado) com um general e uma pessoa da DNI", disse ao jornal El Espectador, sem mencionar Mejía.
A apenas cinco meses de deixar o poder, o presidente Petro fracassou na maioria de suas tentativas de acordos de paz. Analistas consideram que os grupos armados se fortaleceram durante seu mandato.
B.Torres--AT