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Curaçao deve aproveitar Copa do Mundo com realismo, diz técnico Dick Advocaat
O experiente Dick Advocaat, técnico de Curaçao, expressou nesta sexta-feira (19) sua satisfação com a "alegria sem precedentes" que a pequena ilha caribenha vive em relação à Copa do Mundo de 2026, embora tenha moderado as expectativas para a segunda partida da equipe no torneio, contra o Equador.
Curaçao, a menor nação a disputar um Mundial, foi goleada por 7 a 1 pela Alemanha em sua estreia no Grupo E, em Houston.
Apesar da derrota avassaladora, a nação caribenha celebrou em grande estilo seu primeiro gol na história da Copa do Mundo, marcado pelo jovem Livano Comenencia, que chegou a empatar o jogo em 1 a 1 contra os poderosos alemães e chamou a atenção de todos no torneio.
"É algo inédito para nós participar de um torneio tão grandioso. Eles jamais esquecerão isso pelo resto de suas vidas", disse o holandês Advocaat durante uma coletiva de imprensa em Kansas City, palco do confronto de sábado contra o Equador.
"E provavelmente nunca mais acontecerá. Portanto, devemos nos orgulhar dessa conquista. E vamos tentar, como equipe, apresentar um desempenho um pouco melhor do que contra a Alemanha. Embora, mais uma vez, vá ser uma partida muito difícil", reconheceu.
Advocaat, que aos 78 anos é o técnico mais velho da Copa do Mundo, pediu uma dose de realismo àqueles que esperam que Curaçao dê mais um passo à frente em seu segundo jogo.
"Queremos muito isso, mas vamos enfrentar equipes de qualidade superior", alertou. "É possível compensar isso um pouco trabalhando mais, jogando com mais intensidade e mantendo a equipe mais compacta. Vamos tentar fazer isso amanhã, mas enfrentaremos outra excelente equipe. Este é, simplesmente, um dos grupos mais difíceis", acrescentou.
Advocaat, um técnico com vasta experiência internacional, retornou ao comando de Curaçao após ter deixado o cargo em fevereiro devido a problemas de saúde de sua filha.
O treinador, que também comandou Países Baixos e Coreia do Sul em Copas anteriores, relembrou sua nomeação inicial como técnico de Curaçao em 2024.
"Não tínhamos dinheiro para as viagens aéreas. Os membros da comissão técnica tinham de pagar as próprias passagens e, além disso, tudo o que normalmente se tem em uma seleção, instalações à altura de uma equipe desse nível, não existia aqui", relatou.
"Muita coisa mudou para o bem da ilha e da equipe, e esperamos que eles consigam manter esse ritmo, pois é isso que importa agora", observou.
H.Thompson--AT