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Macron critica centros de deportação para migrantes e rejeita financiamento da UE
O presidente da França, Emmanuel Macron, criticou nesta sexta-feira (19) a proposta de criar fora da União Europeia centros de deportação para migrantes em situação irregular e afirmou que Paris se oporá a qualquer tentativa de financiá-los com recursos do bloco.
Os chamados "centros de retorno" localizados fora das fronteiras da UE são um dos principais elementos do endurecimento das regras migratórias aprovado nesta semana pelo Parlamento Europeu, medida criticada por organizações de direitos humanos.
"A França não apoia essa política", declarou Macron após uma cúpula de líderes europeus em Bruxelas. Segundo ele, as novas normas permitem transferir pessoas para países com os quais não têm qualquer vínculo, que poderiam receber recursos em troca.
"Não tenho certeza de que esta seja a Europa que queremos", afirmou. Macron acrescentou que também não acredita na eficácia do modelo.
O presidente francês disse apoiar regras mais rígidas para ampliar a devolução de pessoas sem direito de permanecer no país onde estão, mas rejeitou a construção desses centros.
Embora outros países da UE possam adotar a medida, a França se opõe ao uso de verbas europeias para financiá-la.
Organizações de defesa dos direitos humanos classificam esses centros como "buracos negros jurídicos", capazes de deixar migrantes presos em um limbo legal com pouca supervisão.
N.Mitchell--AT