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Governo anuncia presença permanente de forças de segurança para proteger yanomamis
O governo federal anunciou nesta terça-feira (9) que intensificará a luta contra a mineração ilegal e manterá uma presença permanente das forças de segurança no estado de Roraima para proteger o território indígena Yanomami.
Tão extensas quanto Portugal, as terras yanomamis têm enfrentado uma situação crítica há anos, devido às invasões dos garimpeiros em busca de ouro.
Os indígenas os acusam de violar e assassinar membros de sua comunidade, enquanto os privam de um de seus principais meios de subsistência, a pesca, ao contaminar os rios com mercúrio.
O chefe de gabinete do presidente Lula, Rui Costa, anunciou que o governo planeja destinar cerca de 1,2 bilhão de reais em ações para a proteção e segurança do povo Yanomami em 2024, por meio de um plano que será apresentado em 30 dias.
"Vamos migrar de um conjunto de ações emergenciais [...]. O Estado brasileiro terá uma nova estrutura permanente na região, que anunciaremos para a imprensa depois do Carnaval, uma redefinição da ocupação das Forças Armadas e da Polícia Federal", disse Costa, após uma reunião no Palácio do Planalto liderada por Lula, com a presença de 14 ministros.
O governo pretende instalar uma "Casa de Governo" em Roraima, que concentrará representantes de órgãos federais para adotar medidas "prevendo a retomada do modo de vida e assegurando a proteção dos indígenas".
As Forças Armadas foram mobilizadas para remover os garimpeiros em fevereiro do ano passado, mas muitas minas ilegais continuaram operando.
De acordo com um balanço dos órgãos federais, em 2023 houve 400 operações contra esses grupos ilegais, resultando na apreensão de 600 milhões de reais.
Luiz Inácio Lula da Silva, por sua vez, prometeu nesta terça-feira um "combate muito sério" contra o crime em áreas indígenas.
"Vamos ter que fazer um esforço maior, utilizar todo o poder que a máquina pública pode ter, porque não é possível que a gente possa perder uma guerra para o garimpo ilegal, para madeireiro ilegal", declarou o presidente antes da reunião.
Costa anunciou que durante janeiro, fevereiro e março continuará a distribuição de alimentos pelas Forças Armadas na região.
H.Thompson--AT