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Maiores destaques do esporte feminino em 2025
O esporte feminino encerrará 2025 com um crescimento global consolidado sem precedentes, com receitas projetadas de US$ 2,35 bilhões (R$ 12,94 bilhões na cotação atual), um aumento de 25% em relação a 2024 2024, de acordo com a consultora Deloitte.
Esse crescimento é impulsionado não apenas por conquistas esportivas de destaque, mas também pela liga de basquete norte-americana, pelos esforços da Fifa para atingir 60 milhões de jogadoras registradas até 2027 e pelas grandes premiações pagas às principais tenistas.
A seguir as protagonistas e os eventos mais importantes do esporte feminino em 2025:
Aryna Sabalenka: a consistência
A bielorrussa de 27 anos encerra sua segunda temporada consecutiva como número um do mundo após conquistar quatro títulos, incluindo o US Open, seu quarto Grand Slam, e os torneios WTA 1000 de Miami e Madri, além do WTA 500 de Brisbane. Ela também chegou às finais do Aberto da Austrália, de Roland Garros e do WTA Finals.
Sabalenka termina a temporada como a tenista com o maior número de vitórias em uma única temporada (63) e com a maior premiação em dinheiro no circuito feminino em 2025, com mais de US$ 15 milhões (R$ 82 milhões).
Sydney McLaughlin-Levrone, a lenda continua
Este ano, a velocista americana decidiu trocar sua prova favorita, os 400m com barreiras, pela mesma distância sem obstáculos, e se tornou campeã mundial em Tóquio com a segunda melhor marca da história.
A atleta de 26 anos conquistou sua quinta medalha de ouro em campeonatos mundiais e foi eleita Atleta do Ano pela World Athletics. Ela não perde uma prova de atletismo (com ou barreiras) há dois anos.
Faith Kipyegon, rainha da meia distância
Faith Kipyegon consolidou mais uma vez seu legado como a maior corredora de meia distância de todos os tempos.
Aos 31 anos, a queniana conquistou sua quarta medalha de ouro nos 1.500m no Campeonato Mundial de Atletismo em Tóquio, ampliando seu extenso currículo com ouros nas últimas três edições dos Jogos Olímpicos e dois recordes mundiais em vigor.
María Pérez, ao olimpo do atletismo
A espanhola de 29 anos se consolidou como uma das melhores marchadoras da história.
Em Tóquio, ela revalidou seus títulos mundiais nas provas de marcha atlética de 20 km e 35 km e se tornou a primeira mulher a repetir um feito histórico em dois campeonatos mundiais, uma façanha que apenas lendas como Usain Bolt, Carl Lewis e Mo Farah conseguiram alcançar.
A World Athletics escolheu Péres este ano como a Melhor Atleta Fora do Estádio.
Aitana Bonmatí, três vezes indiscutível
A meio-campista do FC Barcelona, de 27 anos, reafirmou seu status de melhor jogadora do mundo em setembro, ao conquistar sua terceira Bola de Ouro consecutiva.
Em 2025, ela conquistou o Campeonato Espanhol e a Copa da Rainha com o time catalão, e foi eleita a melhor jogadora da Eurocopa após se recuperar de uma meningite e levar a 'Roja' à final.
Campeã mundial pela seleção da Espanha e de três Ligas dos Campeões pelo Barça, Bonmatí também é uma defensora da igualdade de gênero, a ponto de, em seu discurso na cerimônia da Bola de Ouro, ter destacado que, pela primeira vez, a premiação concedeu os mesmos prêmios nas categorias masculina e feminina.
O fenômeno da WNBA
As jogadoras da WNBA começaram 2025 determinadas a transformar o renovado fenômeno financeiro do basquete profissional feminino americano, cuja base de fãs cresceu mais de 30% em dois anos, segundo a empresa Nielsen, em uma oportunidade para melhorar suas condições de trabalho.
As atletas se posicionaram como um coletivo e estão em negociações com uma liga em rápida expansão, que bateu recordes de receita e audiência nesta temporada e espera ter 18 franquias até 2030.
As jogadoras conseguiram renegociar um acordo anterior e apresentaram um novo plano que prevê salários médios de até US$ 500 mil (R$ 2,7 milhões) até 2026, valores que desafiam as desigualdades enraizadas desde a fundação da liga, em 1997.
Tenistas multimilionárias
Este ano, o dinheiro reconfigurou o esporte feminino, e o tênis é o líder indiscutível.
Segundo a Sportico, líder da indústria, dez das 15 atletas femininas mais bem pagas do mundo são tenistas.
A americana Coco Gauff, número três no ranking da WTA, lidera a lista pelo terceiro ano consecutivo com US$ 31 milhões (R$ 170 milhões), sendo US$ 8 milhões (44 milhões) em prêmios e o restante proveniente de patrocínios.
Aryna Sabalenka vem logo atrás com US$ 30 milhões(R$ 165 milhões), e a polonesa Iga Swiatek completa o pódio com US$ 23,1 milhões (R$ 127,2 milhões).
O top 10 inclui a chinesa Qinwen Zheng (US$ 20,6 milhões/R$ 113,4 milhões), a americana Madison Keys (US$ 13,4 milhões/R$ 73,8 milhões), a cazaque Elena Rybakina (US$ 12,6 milhões/R$ 69,4 milhões), vencedora do maior prêmio em dinheiro da história do esporte feminino, com US$ 5,23 milhões (R$ 28,8 milhões) no WTA Finals, e Naomi Osaka (US$ 12,5/R$ 68,8 milhões).
E.Hall--AT