-
Vice-presidente dos EUA viaja à Hungria para apoiar Orban
-
Astronautas da Artemis II passam por lado oculto da Lua e se preparam para eclipse solar
-
A dupla operação dos EUA para resgatar aviadores no Irã
-
Napoli vence Milan e assume vice-liderança do Italiano; Juventus encosta no G4
-
Cratera lunar é batizada em homenagem a mulher do comandante da Artemis II
-
Morre Craig Reedie, ex-presidente da Agência Mundial Antidoping
-
Trump afirma ser mais popular do que qualquer outro político na Venezuela
-
Trump ameaça destruir 'todo' o Irã se Estreito de Ormuz não for reaberto
-
Astronautas da Artemis II se tornam primeiros a ir aonde nenhum outro jamais esteve
-
Kast visita Milei e destaca 'momento histórico de integração'
-
Semana de jogaços: começam as quartas de final da Liga dos Campeões
-
Trump afirma que proposta de cessar-fogo na guerra com Irã 'não é suficiente'
-
Presidente mexicana afirma que comitê da ONU ignorou as conquistas de seu governo em direitos humanos
-
Congressistas democratas dos EUA denunciam 'bombardeio econômico' contra Cuba após visitar Havana
-
Milei recebe Kast após captura frustrada de ex-guerrilheiro chileno na Argentina
-
Wawrinka cai na 1ª rodada do Masters 1000 de Monte Carlo
-
'Mbappé veio ao Real para jogos como este', diz Arbeloa antes de duelo com Bayern na Champions
-
Tudo o que se precisa saber sobre o sobrevoo lunar da missão Artemis II
-
'Há racistas em todos os países', adverte Vini Jr.
-
'Project Maven', o programa de IA utilizado pelos EUA na guerra contra o Irã
-
Os julgamentos coletivos de El Salvador: a angústia de quem paga 'pelos pecadores'
-
Toque de recolher comercial afeta vida noturna na cidade do Cairo
-
Butcha: Quando os assassinos russos chegaram...
-
O Irão, um Estado terrorista sem direito à existência
-
Irã anuncia novos ataques e alerta para represálias 'devastadoras' após ameaças de Trump
-
Poupança de energia no dia-a-dia ou pura extorsão?
-
Direita lidera pesquisas a uma semana das eleições presidenciais no Peru
-
Pepsi e Diageo retiram patrocínio a festival com Kanye West em Londres
-
O que se sabe sobre a corrida para resgatar um piloto americano no Irã
-
Inter goleia Roma (5-2) e segue firme na liderança do Italiano
-
Cristãos libaneses celebram Páscoa em solidariedade com o sul em guerra
-
Perri brilha nos pênaltis e Leeds vai à semifinal da Copa da Inglaterra
-
Trump parece prorrogar prazo ao Irã para reabrir Estreito
-
St. Pauli desperdiça oportunidade de se afastar do rebaixamento no Alemão
-
Candidato da direita na Colômbia denuncia 'interceptações ilegais' do presidente
-
Imprensa americana diz que EUA percorreu regiões profundas do Irã para resgatar piloto
-
Família real britânica aparece unida em missa do domingo de Páscoa
-
Naufrágio deixa mais de 70 desaparecidos no Mediterrâneo, dizem ONGs
-
Ataques israelenses deixam quatro mortos em Gaza
-
Lyon empata sem gols com Angers e emenda 6º jogo sem vitória no Francês
-
Opep+ volta a aumentar cotas de produção em 206.000 barris por dia
-
Israel recorre à IA para aperfeiçoar seu sistema de alerta de ataques aéreos
-
Trump ameaça desatar 'inferno' se Irã não reabrir Estreito de Ormuz
-
PSV Eindhoven é campeão holandês pela 27ª vez
-
Astronautas da Artemis vislumbram 'Grand Canyon' da Lua antes de sobrevoá-la
-
Papa pede que se 'escolha a paz' em sua primeira mensagem de Páscoa
-
Trump anuncia resgate de segundo piloto acidentado no Irã
-
Petro denuncia que líder guerrilheiro suborna oficiais colombianos para evitar prisão
-
Ataques de Israel matam sete pessoas no Líbano
-
Lens perde para Lille e se afasta da briga pelo título francês
Compradores desesperados boicotam pagamentos de hipotecas na China
Há meses, Gao Zhuang se nega a pagar pela sua hipoteca, uma forma de protesto desesperado contra uma imobiliária chinesa, a qual ele culpa pelos atrasos intermináveis na entrega do apartamento que comprou anos atrás para seu filho.
O trabalhador de 49 anos é uma das muitas vítimas da crise imobiliária na China, que está complicando a vida de muitos compradores e se transformando em uma questão delicada para o governo.
Gao comprou o apartamento, na capital regional de Zhengzhou, por 1,2 milhão de yuans (US$ 170.000 ou R$ 796.800, na cotação atual) em 2019 e recebeu o prazo de dois anos para que fosse entregue.
No entanto, a imobiliária anunciou repetidos atrasos, e, no final do ano anterior, as obras ficaram praticamente paralisadas.
"O principal impactado foi meu filho. Como você pode se casar sem sua própria casa?", diz Gao, que pediu para mudar seu nome para evitar represálias.
Há um ano, uma onda de boicotes a hipotecas explodiu no país enquanto imobiliárias endividadas lutavam para arrecadar fundos para terminar as casas que haviam sido pré-vendidas, uma prática comum na China.
Os problemas endêmicos no setor se cristalizaram em 2020, quando o governo tentou conter o endividamento excessivo e a especulação. A desaceleração econômica diante das restrições sanitárias anti-covid também afetou gravemente este cenário.
Embora Pequim tenha introduzido, recentemente, algumas medidas para amenizar este impacto, enquanto algumas propriedades foram concluídas, muitos compradores como Gao ainda estão esperando, e outras disputas surgiram sobre a qualidade da construção ou a compensação pelo atraso.
- "Culpa do governo" -
A crise imobiliária ganhou as manchetes sobretudo pelo caso da gigante Evergrande, que estava à beira da falência antes de anunciar um grande acordo de reestruturação.
No entanto, não parece ser o caso da pequena empresa regional responsável pelo apartamento de Gao, Henan Jin'en Real Estate, que não está na bolsa de valores, tornando sua situação financeira mais difícil de ser verificada.
Após proprietários descontentes garantirem cerca de 100 apartamentos ainda não concluídos e denunciarem acabamentos precários, uma equipe da AFP foi ao local da construção em junho e pôde testemunhar a alvenaria externa em colapso, buracos nas paredes internas, fiação solta e portas de emergência sem segurança.
Embora alguns operários trabalhassem na obra, alguns compradores afirmam que a empresa contratou um número mínimo de mão de obra para justificar o suposto resgate do governo.
Um proprietário relatou que as autoridades locais não podem garantir a conclusão do projeto e que "as pessoas comuns levam a pior". "Não culpo a imobiliária, culpo o governo", acrescentou.
Gao contou à AFP que deixou de pagar sua hipoteca mensal de 5.000 yuans (US$ 700 ou R$ 3.320) em janeiro, juntamente com outras pessoas do complexo residencial. Ele nunca conseguiu obter uma compensação pelos atrasos da imobiliária.
A resposta deles tem sido: "'Se você não gosta, processe'", descreve Gao. "Mas eles sabem que na China é muito raro que pessoas como nós consigam pagar um processo", acrescenta.
No caso de outras pessoas afetadas, a raiva inicial deu lugar ao desamparo.
"Não adianta ficar com raiva porque não há nada que você possa fazer", diz Wang (pseudônimo). O jovem de 24 anos, que trabalha como operador de loja online, comprou uma casa na rica cidade de Ningbo (leste) por 690.000 yuans (R$ 458.160, na cotação atual) em 2021.
No entanto, as obras foram paralisadas no mesmo ano.
"Depois disso, nunca mais comprarei uma casa que não esteja terminada", afirmou.
- Pressões e ameaças -
Como medida para tentar fortalecer o setor, autoridades chinesas passaram a reduzir as taxas de hipotecas e diminuir as burocracias, além de oferecer mais empréstimos a imobiliárias.
Mas analistas alertam que o governo do presidente Xi Jinping tem pouco espaço de manobra e pode enfrentar novas ameaças à medida que os empréstimos se estendem aos corretores estatais e às grandes cidades.
As perspectivas para o setor "parecem sombrias", disse uma nota do banco japonês Nomura publicada em junho.
A situação passa a ficar ainda mais delicada após autoridades de várias regiões reprimirem as reclamações sobre construções inacabadas. Tanto Gao quanto Wang relatam que funcionários locais os contataram para desencorajá-los de apresentar queixas ao governo ou falar com a imprensa.
Outros proprietários afirmaram ter recebido ligações da polícia e temem que as autoridades monitorem seus grupos privados nas redes sociais.
"Não há nada que eu possa dizer sobre isso. O Estado controla isso muito rigidamente no momento", disse à AFP um administrador de um dos grupos.
O.Brown--AT