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Trump parece prorrogar prazo ao Irã para reabrir Estreito
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pareceu prorrogar neste domingo por 24 horas o prazo dado ao Irã para reabrir o Estreito de Ormuz, que fixou na plataforma Truth Social para as 24h GMT da próxima quarta-feira.
No fim de março, Trump já havia prorrogado por dez dias esse prazo, que terminava a 0h GMT da próxima terça-feira.
Na manhã de hoje, o presidente disse à emissora Fox News que havia "boa chance" de um acordo com o Irã ser fechado amanhã. Na mesma entrevista, garantiu "imunidade" aos negociadores iranianos, para que eles não sejam alvo de ataques israelenses ou americanos.
Segundo o presidente, as negociações não abordam a possibilidade de o Irã desenvolver uma arma atômica, pois Teerã teria renunciado a essa ideia, assegurou.
"O importante é que eles não terão uma arma nuclear. Sequer estão negociando sobre esse tema. É muito simples, já aceitaram. A maioria dos pontos foi aceita", afirmou Trump, segundo o jornalista da Fox News Trey Yingst.
Em entrevista ao Wall Street Journal, o presidente, que telefonou para vários veículos de imprensa americanos na manhã deste domingo, voltou a pedir que Teerã reabra o Estreito. "Se quiserem mantê-lo fechado, perderão todas as centrais elétricas e todas as demais instalações que têm no país", declarou.
"Estamos em uma posição muito sólida, e aquele país vai precisar de 20 anos para se reconstruir", acrescentou Trump, que afirmou ao canal ABC que o fim da guerra é uma questão de dias, e não de semanas, mas que, caso não haja acordo, lançaria uma campanha de ataques aéreos em larga escala.
- Curdos -
O presidente também disse à Fox News que os Estados Unidos tentaram enviar armas para manifestantes iranianos por meio de grupos curdos daquela região. “Enviamos muitas armas para os manifestantes. Acho que os curdos as tomaram."
No fim de março, o vice-premier da região autônoma do Curdistão iraquiano, Qubad Talabani, afirmou à AFP que Washington não estava armando os grupos curdos iranianos exilados na região.
Um movimento de protesto eclodiu no Irã em dezembro, devido ao aumento do custo de vida, e evoluiu para manifestações contra o governo.
F.Wilson--AT