-
Mais de duas mil pessoas protestam em Atenas contra visita de Marco Rubio
-
Tráfico, corrupção e pressão dos EUA: pontos-chave da prisão do procurador-geral na Bolívia
-
Uruguai goleia Índia em seu último amistoso nesta data Fifa
-
Uso de IA em trabalhos acadêmicos provoca debate nas universidades dos EUA
-
Líder independentista catalão Carles Puigdemont já pode retornar à Espanha
-
Israel derruba edifício em Jerusalém Oriental onde viviam dezenas de palestinos
-
Jannik Sinner, número 1 do tênis, encerra temporada devido a lesão no joelho
-
Alcaraz é campeão do ATP 500 de Tóquio, seu primeiro título após lesão no punho
-
Prefeito opositor voltará para a prisão após ser operado em hospital no Equador
-
Colonos israelenses agridem fotógrafo da AFP na Cisjordânia
-
Paramount Skydance conclui compra da Warner Bros Discovery
-
Governo francês nega 'repressão policial' em protestos estudantis
-
Aos 39 anos, Djokovic conquista 102º título da carreira no ATP 500 de Pequim
-
Shakira e Piqué discutem em tribunal de Barcelona regime de visitas dos filhos
-
Crise ameaça um dos maiores símbolos do socialismo em Cuba
-
Startup francesa Mistral anuncia seu maior modelo de IA para desafiar gigantes mundiais
-
Ucrânia instala redes em pontes de Kiev após ataques de drones russos
-
Sétimo suspeito detido por incidente perto de base militar britânica usada pelos EUA
-
Pela primeira vez desde 1945, extrema direita alemã conquista presidência de Parlamento regional
-
América Latina reduz ritmo de crescimento para 2,2% em 2026, diz Banco Mundial
-
Dívida de empresas de IA dispara e acelera alta das taxas de juros
-
Marco Rubio afirma que Islândia é um 'baluarte estratégico' para a segurança
-
Vencedor do Nobel de Medicina de 2026 espera lançar luz sobre o cérebro
-
Houthis do Iêmen reivindicam ataque a aeroporto de Riade e negam ter perdido território
-
Milhares de estudantes protestam de novo na França sob forte vigilância policial
-
Rússia nega ter ordenado restrições devido a suposto caso de peste pneumônica
-
Alex Bodi își continuă expansiunea: planuri pentru deschiderea unui showroom ALIX LASERS la București
-
Sánchez apresenta ao Congresso espanhol decretos de moradia com novas medidas
-
Francis Halzen ganha o Nobel de Física por descobrir neutrinos de origem cósmica
-
Ultradireitista Le Pen promete cortes drásticos para evitar inadimplência da França
-
Separatistas vencem na província canadense de Quebec
-
Separatistas vencem na província canadense de Quebec, segundo resultados preliminares
-
Separatistas vencem na província canadense de Quebec (estimativas)
-
NFL suspende dois árbitros por incidentes com jogadores
-
Huthis anunciam ataque a aeroporto saudita
-
Trump faz aceno a Flávio Bolsonaro, que sai na frente contra Lula
-
Caras novas e velhos problemas para o Brasil de Ancelotti
-
Bolsa bate recorde após vitória de Flávio no primeiro turno
-
França de Zidane volta a vencer a Bélgica (4-1) na Liga das Nações
-
Itália de Mancini vence Turquia (3-1) na Liga das Nações e continua evoluindo
-
Argentina se despede de Messi em amistoso com ares de mudança de era
-
Milan perde Alexis Saelemaekers por lesão até 2027
-
Por que as pesquisas subestimaram mais uma vez a direita no Brasil
-
Iêmen lança represália contra houthis; Paquistão e Turquia apoiam sauditas
-
Rússia descarta caso de peste pneumônica após morte de técnica de laboratório
-
EUA retira todos os seus bombardeiros de base aérea britânica após "ameaças"
Paris-2024 diante do risco de ciberataques de vários tipos
Os Jogos Olímpicos de Paris-2024 são os mais expostos da história a ataques cibernéticos, tendo a inteligência artificial como pano de fundo, quase meio século depois da primeira edição ter sofrido um: Montreal-1976.
Entre grupos de criminosos, "piratas ativistas" com mais ou menos ambições ideológicas e agentes do Estado ansiosos por minar o evento, a ameaça assume múltiplas formas.
"O espectro de ataques é muito amplo. É um desafio de segurança muito importante", disse à AFP John Utlquist, analista da Mandiant Consulting.
"Todas as formas de perturbação estão em cima da mesa", acrescenta o analista desta consultora de cibersegurança da Google, referindo-se a patrocinadores, transportes, logística e competições, entre outros.
O diretor-geral da Agência Francesa de Cibersegurança (ANSSI), Vincent Strubel, se mostrou tranquilo em março. "Treinamos bem e ainda temos alguns meses para refinar esta preparação", garantiu à AFP.
Mas ele admite um risco elevado: "O pior cenário seria sermos inundados por ataques de pequena escala e não nos anteciparmos a um ataque mais sério dirigido a infra-estruturas críticas".
- O "sucesso" de Tóquio -
Na revista de pesquisa Hérodote, um especialista em gestão de risco, que assina com pseudônimo, relembra o caso de Montreal em 1976, nos primórdios da informática.
Os Jogos da cidade canadense foram afetados por problemas elétricos nos sistemas de informação durante 48 horas e vários eventos tiveram que ser adiados ou transferidos.
"Montreal ficará na memória dos comitês organizadores como o evento onde surgiu o risco cibernético", avalia o especialista.
Ao contrário, Tóquio-2020 aparece como uma "história de sucesso". Em plena pandemia de covid, os organizadores conseguiram "integrar o risco cibernético, mesmo na concepção de edifícios e infraestruturas desportivas".
Paris está pronta? O veredito chegará em agosto, mas o contexto geopolítico internacional aumenta os riscos. A Rússia, cujas relações com o Comitê Olímpico Internacional (COI) são tensas e cujos atletas não poderão competir sob a sua bandeira nacional, está no centro das atenções.
O COI se queixou das campanhas de desinformação russas em novembro e março. E a França denunciou uma onda de manipulações online relacionadas com a guerra na Ucrânia.
No início de abril, a presidência russa denunciou as acusações "infundadas" do presidente francês, Emmanuel Macron, de que Moscou estava divulgando informações que sugeriam que Paris não estaria preparada para os Jogos.
- Impacto da IA -
"As maiores preocupações apontam para os atores russos, em particular ao GRU", a inteligência militar russa, avalia Utlquist.
O especialista lembra que eles são acusados de estarem por trás dos ataques cibernéticos nos Jogos Olímpicos de Inverno de Pyeongchang, na Coreia do Sul, em 2018, e durante a campanha presidencial francesa, em 2017.
"Eles geralmente são peões de Moscou nesse tipo de coisa", acrescenta. Para Moscou, como para outros, "o objetivo é geopolítico. Trata-se de minar a confiança e a fé no alvo e na sua capacidade de agir de forma eficaz".
Os Jogos de Paris-2024 serão, além disso, realizados pela primeira vez em uma era com uma inteligência artificial democratizada e poderosa. "A IA terá um enorme impacto para nós", afirma um alto oficial militar francês.
A IA tornará possível "acumular dados mais rapidamente e extrair os eventos importantes". Mas "o adversário tem os mesmos truques e, sobretudo, vou ter muito mais adversários", acrescenta.
"Os recursos não estão à altura de todos os ataques que podemos sofrer", afirma.
Betsy Cooper, especialista em segurança cibernética do Aspen Institute, nos Estados Unidos, fala em entrar em "uma nova era em que será mais fácil afetar a integridade do esporte graças à IA".
Manipular um sistema de arbitragem 'olhos de falcão', apagar os tempos ou interferir nos placares são algumas das possíveis perturbações.
A analista recomenda particularmente compartimentar os espaços informáticos para que todos os sistemas não estejam conectados às mesmas redes Wi-Fi e para que uma eventual infecção num espaço não afete os restantes.
E ela aponta uma solução tradicional em caso de ataque cibernético em uma competição: "Com uma cópia em papel não há problema".
N.Walker--AT