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Starmer pressiona Abramovich a transferir dinheiro da venda do Chelsea para Ucrânia
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, ameaçou o oligarca russo Roman Abramovich nesta quarta-feira (17) de recorrer à justiça caso ele não transfira para a Ucrânia os 2,5 bilhões de libras (R$ 18,3 bilhões, na cotação atual) pela venda do Chelsea.
Abramovich era proprietário do clube londrino desde 2003, mas foi forçado a vendê-lo em maio de 2022 após ser alvo de sanções por supostamente apoiar a Rússia.
"Minha mensagem para Abramovich é a seguinte: o tempo está passando. Cumpra o compromisso que assumiu e pague agora. Do contrário, estamos preparados para recorrer aos tribunais para que cada centavo vá para aqueles que viram suas vidas destruídas pela guerra ilegal" empreendida pelo presidente russo, Vladimir Putin, na Ucrânia, declarou o líder trabalhista na Câmara dos Comuns.
Starmer indicou que o governo emitiu uma autorização para permitir a transferência destes fundos, atualmente congelados, para uma fundação destinada a causas humanitárias na Ucrânia.
Abramovich foi sancionado em março de 2022 pelo governo britânico após a invasão russa da Ucrânia, sob a acusação de apoiar o governo russo e manter laços com Putin.
O clube inglês foi adquirido por um novo consórcio liderado pelo empresário americano Todd Boehly. Os 2,5 bilhões de libras da venda foram congelados e estão em uma conta bancária britânica.
Mais de três anos depois, o Reino Unido não chegou a nenhum acordo com Abramovich.
Em junho, o governo expressou sua frustração, sinalizando que estava disposto a "levar o caso aos tribunais, se necessário".
P.A.Mendoza--AT