-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam nove mortos em Kiev
-
Espanha reforça fronteira com Marrocos e destaca situação 'quase' normal
-
Humala é solto após anulação de sentença no Peru
Desenvolvimento da IA não pode depender de 'caprichos' do mercado, alertam especialistas da ONU
O desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) e os riscos associados não podem depender dos "caprichos" do mercado, alertaram nesta quinta-feira (19) especialistas da ONU, que defendem a adoção de ferramentas de cooperação internacional, mas sem chegar ao ponto de pedir um órgão regulador global.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, criou em outubro do ano passado o comitê de quase 40 especialistas nas áreas de tecnologia, direito e proteção dos dados pessoais, procedentes do mundo acadêmico, dos governos e do setor privado, incluindo empresas como Microsoft, Google-Alphabet ou OpenAI.
O relatório final, publicado a poucos dias da "Cúpula do Futuro" que acontecerá em Nova York, constata a "falta de governança mundial da IA" e a exclusão dos países em desenvolvimento das discussões sobre esta questão conjuntural.
Dos 193 Estados-membros da ONU, apenas sete integram as principais iniciativas relacionadas com a IA (no âmbito da OCDE, do G20 e do Conselho da Europa), e 118 estão completamente ausentes.
No entanto, a natureza "transfronteiriça" destas tecnologias "exige uma abordagem global", insistem os especialistas.
"A IA deve servir a humanidade de forma equitativa e segura", reiterou Guterres esta semana. "Se não forem controlados, os perigos representados pela Inteligência Artificial podem ter graves implicações para a democracia, a paz e a estabilidade", completou.
- Cooperação mundial -
Neste cenário, o comitê de especialistas pede aos Estados-membros da ONU que estabeleçam ferramentas para melhorar a cooperação mundial no tema, encorajar o progresso da humanidade e evitar abusos.
"Ninguém pode prever atualmente a evolução destas tecnologias" e aqueles que tomam as decisões não são responsabilizados pelo desenvolvimento e utilização de sistemas "que não compreende", afirma o comitê.
Nestas circunstâncias, "o desenvolvimento, a implantação e a utilização destas tecnologias não podem depender apenas dos caprichos do mercado", alertam os especialistas, antes de apontar o papel "crucial" que deve ser desempenhado pelos governos e organizações regionais.
Entre as conclusões, o comitê sugere a criação de um grupo internacional de especialistas científicos em IA, inspirado no modelo de especialistas da ONU para o clima (IPCC), cujos relatórios são uma referência para a descrição do aquecimento global, seu impacto e as soluções para mitigar o problema.
Os cientistas atuariam como assessores da comunidade internacional sobre os riscos emergentes, os setores em que as pesquisas são mais necessárias e também poderiam identificar como algumas tecnologias poderiam ajudar a cumprir os objetivos de desenvolvimento sustentável (eliminação da fome e da pobreza, igualdade de gênero ou o clima, entre outros).
A ideia é parte do projeto Pacto Digital Mundial, que está sendo discutido e que analistas esperam que seja adotado no próximo domingo, durante a "Cúpula do Futuro" na ONU.
Os especialistas sugerem ainda o início de um diálogo político intergovernamental regular sobre o tema e a criação de um fundo para ajudar os países mais atrasados.
- Evitar as surpresas -
Tudo isto em uma estrutura pequena na própria secretaria da ONU, sugere o comitê.
Os especialistas, no entanto, não desejam a criação de uma entidade de governança internacional como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), como já sugeriu Guterres, a menos que os riscos se tornem "mais graves e mais concentrados".
Neste caso, "pode ser necessário que os Estados criem uma instituição internacional com poderes de vigilância, alerta, verificação e aplicação", acrescentam.
Em um setor que evolui rapidamente, os especialistas identificam vários perigos da IA, que incluem a desinformação que ameaça as democracias, os "deepfakes" (vídeos falsos) mais pessoais, em particular os sexuais, as violações dos direitos humanos, as armas autônomas e a sua utilização por grupos criminosos ou terroristas.
"Dada a velocidade, autonomia e opacidade dos sistemas de IA, esperar que uma ameaça surja pode significar que já é tarde demais para responder", admitem. O comitê defende uma avaliação científica constante e intercâmbios políticos para que "o mundo não seja tomado de surpresa".
N.Mitchell--AT