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Itália e Espanha mantêm controle de fronteiras após crise migratória em Ceuta
A Itália anunciou, nesta terça-feira (15), que prolongou por mais 15 dias os controles de fronteira para viajantes procedentes da Espanha, o que provocou uma medida recíproca de Madri, no contexto da disputa entre estes dois países-membros da União Europeia.
Este confronto diplomático continua desde 1º de agosto, quando o Ministério do Interior italiano implementou medidas temporárias depois que dezenas de milhares de migrantes procedentes do Marrocos entraram no enclave espanhol de Ceuta no fim de julho.
A suspensão inicial de um mês do acordo de livre circulação de Schengen com a Espanha, que foi condenada por Madri e outros países da UE, levou o governo espanhol a impor uma suspensão recíproca aos viajantes italianos.
A crise em Ceuta, uma das duas únicas fronteiras terrestres do bloco europeu com o continente africano, mantém sob pressão o governo do socialista Pedro Sánchez na Espanha.
O Ministério do Interior italiano indicou nesta terça-feira, em um comunicado, que esta prorrogação era necessária, após as avaliações realizadas por um comitê encarregado da segurança de fronteiras.
"Persistem altos riscos para a segurança interna, assim como possíveis perigos relacionados a uma eventual infiltração terrorista", assinalou.
Por sua vez, o Ministério do Interior espanhol indicou que seus controles de fronteira, implementados em 8 de agosto, continuarão até 8 de outubro e detalhou que os motivos que justificam tais medidas permanecem inalterados.
Itália e Espanha não compartilham uma fronteira terrestre, mas foram estabelecidos controles nos pontos de entrada marítimos e aéreos para cidadãos de países terceiros.
O espaço Schengen, no qual há livre circulação sem visto, reúne 29 países europeus que eliminaram oficialmente os controles em suas fronteiras comuns.
J.Gomez--AT