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Ao menos seis mortos em ataques russos na Ucrânia
Pelo menos seis pessoas morreram e dezenas ficaram feridas, incluindo duas crianças, em ataques russos a Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, anunciaram as autoridades neste sábado (25), o que levou o presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, a pedir novas sanções contra Moscou.
A Rússia relatou pelo menos uma morte e três feridos resultantes de bombardeios em seu próprio território.
Situada a mais de 100 quilômetros da linha de frente que atravessa o leste e o sul da Ucrânia, a cidade industrial ucraniana de Dnipro foi a mais atingida, tendo sofrido ataques em diversas ocasiões nos últimos dias.
O balanço inicial dos ataques russos, ocorridos durante a noite e na manhã deste sábado, indicava quatro mortos e 27 feridos, escreveu no Telegram Oleksandr Ganja, chefe da administração militar regional de Dnipropetrovsk.
"Um menino de 9 anos está recebendo atendimento ambulatorial. Uma jovem de 17 anos foi hospitalizada em estado moderadamente grave", observou ele.
Fotos e vídeos publicados por Ganja mostram um prédio destruído e equipes de resgate retirando um corpo.
Também em Dnipro, um novo ataque russo a um edifício deixou uma pessoa morta e sete feridas, acrescentou Ganja pouco depois.
"Um edifício de vários andares sofreu danos graves. Os russos atacaram exatamente o mesmo bairro residencial que havia sido atingido durante a noite", especificou ele.
Em outro incidente, uma pessoa morreu e outras quatro ficaram feridas quando um drone russo atingiu um micro-ônibus civil na região sul de Zaporizhzhia, anunciou no Telegram o chefe da administração regional, Ivan Fedorov.
"Todo ataque desse tipo deve lembrar nossos parceiros de que a situação exige uma ação imediata e decisiva. Precisamos de um reforço rápido de nossas defesas aéreas", afirmou Zelensky nas redes sociais.
"Devemos também avançar imediatamente rumo ao vigésimo primeiro pacote de sanções europeias contra a Rússia. A pausa causada pelo bloqueio do vigésimo pacote deu ao agressor tempo adicional para se adaptar; é importante contra-atacar isso", acrescentou.
P.A.Mendoza--AT