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Últimos desdobramentos ligados ao acordo entre Irã e EUA
Estes são os últimos acontecimentos relacionados à guerra no Oriente Médio, às vésperas da assinatura de um protocolo de acordo entre Estados Unidos e Irã, prevista para a sexta-feira (19), na Suíça.
O pacto deve pôr fim ao conflito desencadeado em 28 de fevereiro pelos bombardeios americanos e israelenses contra o Irã, que deixaram milhares de mortos, provocaram caos na região e abalaram a economia mundial.
- Texto do protocolo de acordo -
Segundo o texto divulgado pelas autoridades americanas, Teerã se compromete a diluir suas reservas de urânio altamente enriquecido - sob a supervisão da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) - no âmbito de negociações de dois meses após a assinatura do protocolo.
Washington se compromete a facilitar a criação de um fundo de 300 bilhões de dólares (1,53 trilhão de reais) para a reconstrução e o desenvolvimento do Irã em caso de acordo definitivo.
Teerã também estaria autorizado a retomar suas vendas de petróleo a partir da assinatura do protocolo, e todas as sanções seriam suspensas em caso de acordo definitivo ao término das negociações subsequentes.
- Quem vai assinar? -
Espera-se que o negociador-chefe do Irã, Mohamad Bagher Qalibaf, e o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, assinem o acordo.
Mas a diplomacia iraniana afirmou que está estudando a possibilidade de uma assinatura pelos dois presidentes, o iraniano Masud Pezeshkian e o americano Donald Trump.
"Não é o tipo de documento que eu deveria assinar", declarou Trump na cúpula do G7 na cidade francesa de Evian, embora tenha indicado que poderia permanecer na Europa para a cerimônia.
- Trump ameaça "lançar bombas" se o Irã "não se comportar" -
Trump advertiu nesta quarta-feira o Irã de que retomará a ação militar se Teerã não cumprir o que for acordado. Se o Irã “não se comportar”, voltaremos a “lançar bombas”, disse o presidente republicano na cúpula do G7.
- EUA enviou a Israel "cópia" do protocolo de acordo com o Irã -
O presidente Trump afirmou que Washington enviou a Israel uma cópia do protocolo de acordo com o Irã.
Esse memorando de entendimento será assinado "em breve", "talvez" na quinta ou sexta-feira, declarou o presidente, após anúncios anteriores de que a assinatura seria na sexta.
- Bombardeios israelenses no Líbano -
As forças israelenses bombardearam, nesta quarta-feira (17), várias áreas do sul do Líbano, especialmente a região de Nabatieh.
A ofensiva de Israel contra o Hezbollah, aliado do Irã, perdeu intensidade após o anúncio do acordo na segunda-feira (15), mas ainda assim deixou cinco mortos desde então.
O Exército iraniano alertou sobre uma "resposta severa" caso Israel não ponha fim às "agressões".
- Hezbollah classifica acordo Irã-EUA como "grande vitória" de Teerã -
O líder do grupo libanês pró-Irã Hezbollah, Naim Qassem, felicitou "o povo iraniano, a resistência e os povos (...) sedentos de independência e liberdade por esta grande vitória", e conclamou a "aproveitá-la" no Líbano para "expulsar Israel" do território.
Nesse sentido, destacou que as negociações do Líbano com Israel deveriam se limitar à "segurança mútua" e rejeitou incluir o desarmamento do grupo xiita entre as condições, por considerá-lo uma "estratégia israelense para ficar com tudo e arruinar o país".
- Preço do petróleo volta a subir -
Os preços do petróleo registraram uma breve alta de 5% nesta quarta-feira, refletindo a preocupação do mercado antes da assinatura prevista para sexta-feira do protocolo de acordo destinado a pôr fim à guerra no Oriente Médio.
O barril de petróleo Brent do Mar do Norte, para entrega em agosto, subia 1,44%, alcançando 80,10 dólares, após ter se aproximado dos 83 dólares. Seu equivalente americano, o barril de West Texas Intermediate (WTI), para entrega em julho, avançava 1,58%, chegando a 77,25 dólares.
burx-mdh-san/anb/meb/pb/lm/mvv/am/ic
M.White--AT