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Mesmo nascido nos EUA, foi detido pelo ICE 2 vezes 'por ser latino'
Leonardo García trabalhava em uma obra de construção quando agentes de imigração o abordaram. "Sou americano", disse. Ele lembra que não acreditaram, que foi detido duas vezes em um mês por seus traços latinos. Por isso processou a administração de Donald Trump.
O presidente republicano conduz uma ofensiva contra a imigração ilegal, alegando que os Estados Unidos sofrem uma "invasão" de "criminosos estrangeiros".
Os agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) desempenham um papel central, muitas vezes chegando armados e encapuzados para realizar batidas em locais públicos contra imigrantes em situação irregular.
Suas atividades têm gerado críticas e manifestações. Até o papa Leão XIV denunciou o tratamento "desumano" dado aos imigrantes.
Os advogados de García explicam que, sob as novas políticas do Departamento de Segurança Interna (DHS), os agentes podem prender qualquer pessoa que considerem ter perfil de um imigrante em situação irregular, até que prove sua situação migratória.
"Fui preso duas vezes por ser latino, por trabalhar na construção", relata "Leo", em declarações divulgadas pela ONG Instituto pela Justiça (IJ), responsável pelo caso.
Aos 25 anos e filho de pais mexicanos, o homem nascido na Flórida mostrou seus documentos aos agentes, mas eles julgaram que eram falsos, afirmam seus advogados.
- Detido duas vezes -
A primeira vez foi em maio, no condado de Baldwin, no estado do Alabama (sudeste), em uma área de expansão imobiliária.
Os agentes o jogaram no chão, o algemaram e o levaram detido por uma hora, até confirmarem sua identidade. Depois o soltaram sem qualquer retratação, explicou Janae Wilkerson, porta-voz do IJ.
"Eles não tinham mandado de prisão, não sabiam quem era Leo e não o tinham visto violar nenhuma lei. O alvo era qualquer um que parecesse latino", detalhou Wilkerson em um vídeo da ONG.
Um episódio semelhante ocorreu em junho, em outra obra. "Eu estava dentro de uma das casas [...] Senti alguém atrás de mim. Um agente entrou pela garagem e me pediu para sair", contou Leo.
"Disse a eles que era cidadão americano, mas me levaram até o carro para verificar", relatou. Logo depois, foi liberado.
"Tenho medo de que toda vez que vá trabalhar isso aconteça de novo", acrescentou.
Em uma nota divulgada em 1º de outubro, o DHS afirmou que García "tentou obstruir a prisão de um imigrante indocumentado".
"Qualquer pessoa que obstrua a ação das forças da lei no desempenho de suas funções, incluindo cidadãos americanos, enfrentará consequências que incluem a prisão", acrescentou.
Na ação contra o DHS, Leo pede aos tribunais que interrompam as "táticas inconstitucionais e ilegais de controle de imigração" no Distrito Sul do Alabama e solicita uma reparação.
"Adicionalmente, apresentaremos uma medida cautelar para que o juiz suspenda imediatamente as batidas sem mandado judicial em canteiros de obras privados dessa região do Alabama", informou à AFP o diretor de Relações Públicas do IJ, Andrew Wimer.
- Outros casos -
Na Califórnia, Rafie Ollah Shouhed, um iraniano naturalizado americano de 79 anos, processou o governo em 50 milhões de dólares (267,4 milhões de reais), após uma batida migratória em seu lava-jato no início de setembro, da qual saiu com costelas fraturadas, conforme ele relatou à imprensa.
Também na Califórnia, Jason Brian Gavidia, de 29 anos e filho de pais latinos, foi detido em junho, apesar de insistir em que era americano. Um agente chegou a perguntar em qual hospital ele havia nascido, de acordo com um vídeo divulgado pela imprensa.
Gavidia foi liberado, embora o governo tenha dito que foi detido por atrapalhar o trabalho dos agentes que chegaram a sua oficina mecânica.
A subsecretária do DHS, Tricia McLaughlin, garantiu que o ICE "não prende nem deporta cidadãos americanos".
N.Walker--AT