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Telefónica, dona da Vivo, vende filial no Chile e aprofunda saída da América Latina
A empresa espanhola de telecomunicações Telefónica, no Brasil representada pela marca Vivo, deu mais um passo em sua saída da América Latina, anteriormente um mercado prioritário, ao anunciar nesta terça-feira (10) a venda de sua filial chilena por 1,215 bilhão de dólares (R$ 6,31 bilhões, na cotação atual).
A Telefónica "transferiu 100% do capital social da Telefónica Móviles Chile S.A. ('Telefónica Chile') para a NJJ Holding SAS e a Millicom Spain S.L.", anunciou a empresa, que passa por uma reestruturação e enfrenta uma dívida significativa.
"A assinatura e a conclusão da transação ocorreram simultaneamente hoje" e fazem parte da "estratégia de saída da América Latina", acrescentou o comunicado.
Recentemente, a Telefónica se desfez de suas subsidiárias na Guatemala, Costa Rica, Colômbia e Peru.
A operadora, que aspira a se tornar um ator-chave no setor de tecnologia europeu nos próximos anos, planeja uma economia total de até 2,8 bilhões de euros até 2028 e 3 bilhões de euros até 2030 (R$ 17,3 bilhões e R$ 18,5 bilhões, respectivamente).
Nesse cenário desafiador, a empresa, na qual o Estado espanhol mantém uma participação de 10% após sua privatização em 1997, lançou um plano no final de 2025 que previa a saída de pelo menos 4.500 funcionários.
A Telefónica emprega aproximadamente 100.000 pessoas em todo o mundo e agora quer se concentrar em seus quatro principais mercados (Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil).
H.Thompson--AT