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Secretário de Comércio dos EUA admite que visitou ilha de Epstein
O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, admitiu nesta terça-feira (10) que visitou a ilha do financista Jeffrey Epstein, mas negou vínculos estreitos com o milionário, no momento em que cresce a pressão de congressistas para que ele renuncie, após seu nome aparecer nos arquivos sobre o caso.
Lutnik é apontado por mentir sobre sua relação com Epstein, que morreu na prisão em 2019, antes de ser julgado por exploração sexual de menores. Mas o presidente Donald Trump mantém seu apoio ao secretário, segundo a porta-voz da Casa Branca.
A pressão sobre Lutnik aumentou desde que o Departamento de Justiça publicou arquivos sobre o caso Epstein que contradizem declarações anteriores do secretário, nas quais ele afirmou ter rompido laços com o financista há mais de duas décadas.
"Durante um período de 14 anos, não tive qualquer relação com ele. Quase não tive contato com essa pessoa", disse Lutnick em uma audiência perante uma comissão do Senado, referindo-se a um período que começou em 2005, quando foi vizinho de Epstein em Nova York.
Os arquivos revelaram uma visita de Lutnick à ilha de Epstein em dezembro de 2012. Na audiência do Senado, o secretário admitiu ter almoçado por uma hora com o bilionário, mas disse que estava acompanhado de sua mulher e filhos. "Estávamos de férias em família", declarou.
Diversos parlamentares afirmam que Lutnick mentiu sobre seus laços com Epstein. "Lutnick não deve ser secretário de Comércio e deveria renunciar imediatamente", disse, na segunda-feira (9), o senador democrata Adam Schiff.
Um dia antes, o legislador republicano Thomas Massie já havia dito que o secretário de Comércio "deveria renunciar".
O congressista democrata Robert Garcia afirmou que Lutnick "mentiu sobre sua relação com Epstein". "Ele disse que não teve nenhuma interação com Epstein depois de 2005, porém agora sabemos que faziam coisas juntos", publicou Garcia em redes sociais.
Questionado se viu algo inapropriado na ilha de Epstein, Lutnick alegou que, além de sua família e de outro casal que viajava com eles, só viu os funcionários que trabalhavam para o bilionário.
Y.Baker--AT