-
Voos comerciais de Miami a Caracas são retomados após sete anos
-
Israel intercepta flotilha para Gaza na costa da Grécia e detém pelo menos 175 ativistas
-
Palmeiras empata com Cerro Porteño (1-1) em Assunção e é 2º do Grupo F da Libertadores
-
Flamengo cede empate na visita ao Estudiantes (1-1) mas lidera Grupo A da Libertadores
-
Cantor D4vd esquartejou adolescente com uma serra, afirma promotoria de Los Angeles
-
Rei Charles III expressa 'solidariedade' com EUA no memorial de 11 de Setembro em NY
-
Alphabet dispara e seus rivais cambaleiam diante dos custos da IA
-
Dois homens judeus ficam feridos em ataque 'terrorista' com faca em Londres
-
Sinner vence Jódar e vai enfrentar Fils nas semis do Masters 1000 de Madri
-
Atlético de Madrid e Arsenal empatam (1-1) na ida das semifinais da Champions
-
OpenAI enfrenta 'onda' de processos por ataque a tiros no Canadá
-
Suspeito de tentativa de assassinato contra Trump tirou selfie antes do ataque
-
Chefe do Pentágono entra em choque com legisladores democratas por guerra com Irã
-
Lesionado, Jack Draper anuncia que não vai disputar Roland Garros este ano
-
Trump crê que EUA vai voltar a pisar na Lua antes do fim de seu mandato
-
Charles III visita o memorial de 11 de setembro, em Nova York
-
Lesionado, Hakimi vai desfalcar PSG na volta da semifinal da Champions contra o Bayern
-
Suprema Corte dos EUA limita redistribuição eleitoral destinada a favorecer minorias
-
O que o futuro reserva à Opep após a saída dos Emirados Árabes Unidos?
-
Fed mantém taxas de juros inalteradas pela terceira reunião consecutiva
-
Chefe de gabinete de Milei se defende no Congresso de suspeitas de corrupção
-
Suprema Corte dos EUA limita redesenho eleitoral destinado a favorecer minorias
-
Senado decide sobre Messias, candidato de Lula ao STF
-
Sinner vence Jódar e vai às semifinais do Masters 1000 de Madri
-
Trump diz ao Irã que 'é melhor ficarem espertos logo' e aceitarem acordo nuclear
-
Dois judeus ficam feridos em ataque 'terrorista' com faca em Londres
-
Medo e ressentimento: a violência contra figuras da IA
-
Guerra no Irã ameaça levar mais de 30 milhões de pessoas à pobreza
-
Guerrilheiros reivindicam atentado que matou 21 pessoas na Colômbia
-
Estocolmo faz experimento com cafeteria totalmente gerida por IA
-
MBDA e Safran lançam primeiro teste de foguete de longo alcance Thundart
-
Goleiro argentino do Zaragoza é suspenso por 13 jogos após dar soco em adversário
-
Potapova vence Pliskova e vai às semifinais do WTA 1000 de Madri
-
Dois judeus feridos em ataque com faca em Londres
-
Chefe do Pentágono prestará esclarecimentos ao Congresso sobre a guerra no Irã
-
Powell é foco de reunião do Fed, que deve manter juros
-
Empresa de limpeza viraliza no Japão por serviço de 'spa para pelúcias'
-
UE acusa Meta de permitir acesso de menores de 13 anos ao Facebook e Instagram
-
Empresário espanhol acusado em esquema de corrupção aponta diretamente para Pedro Sánchez
-
Influente ex-primeiro-ministro tailandês deixará prisão em maio
-
Ouro perde brilho na guerra no Oriente Médio
-
Prêmio Princesa de Astúrias premia a 'madrinha do punk' Patti Smith
-
Ator Sam Neill, de 'Jurassic Park', diz que superou câncer
-
'É melhor ficarem espertos!', adverte Trump ao Irã diante de impasse nas negociações
-
A destruição de florestas tropicais desacelerou em 2025, mas continua preocupante
-
Justiça suspende direitos de voto da Eagle na SAF do Botafogo
-
Fifa aumenta premiações para a Copa do Mundo de 2026
-
Canal do Panamá descarta especulação com preços por bloqueio de Ormuz
-
Licença de emissora de TV passará por revisão após críticas de Trump a apresentador
-
Enviada de Trump na Ucrânia deixará cargo após um ano
Monitor de guerra afirma que rebeldes entraram na cidade estratégica de Homs na Síria
O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), uma entidade de monitoramento da guerra, afirmou neste sábado (7) que os rebeldes entraram na cidade estratégica de Homs, ao norte da capital síria, onde o governo garantiu ter estabelecido um cordão de segurança impenetrável.
O Ministério da Defesa sírio negou a alegação e descreveu a situação como "segura e estável". "Nossas forças armadas estão posicionadas ao redor da cidade em sólidas linhas defensivas", disse.
A captura de Homs, a terceira maior cidade da Síria, localizada a 150 km de Damasco, separaria a sede do poder na capital da costa mediterrânea, um importante reduto do clã Assad, que governa a Síria há cinco décadas.
Homs seria a terceira grande cidade tomada pelos rebeldes liderados por islamistas desde o início de sua fulminante ofensiva em 27 de novembro, uma reviravolta inesperada na guerra civil iniciada em 2011.
"Estamos vivendo os últimos momentos da libertação da cidade de Homs (...), este acontecimento histórico que distinguirá a verdade da mentira", declarou o líder do grupo islamista Hayat Tahrir al Sham (HTS), que comanda a aliança rebelde.
Rami Abdel Rahman, diretor do OSDH, anunciou que "facções rebeldes entraram na cidade de Homs e tomaram alguns bairros". O observatório, sediado no Reino Unido, conta com uma extensa rede de informantes na Síria.
Hasan Abdel Ghani, comandante da aliança rebelde, afirmou pelo Telegram que mais de 3.500 detentos de uma prisão de Homs foram libertados.
Aron Lund, membro do grupo de reflexão Century International, apontou que a perda de Homs não significaria necessariamente o fim do governo do presidente Bashar al Assad, mas alertou que “sem uma rota segura de Damasco para o litoral, eu diria que o governo acabaria como entidade estatal crível".
Em Damasco, o ministro do Interior, Mohamed al Rahmun, declarou à TV estatal que a capital possuía um "cordão militar e de segurança muito forte". "Ninguém (...) pode penetrar esta linha de defesa que nós, as forças armadas, estamos estabelecendo", disse.
A presidência síria desmentiu horas antes os relatos de que o exército havia se retirado das áreas próximas à cidade.
- "Medo" -
"Nossas forças começaram a fase final de cercar a capital, Damasco", afirmou o comandante Ghani, do grupo islamista HTS.
"Damasco espera por vocês", escreveu no Telegram, usando seu nome real em vez de seu nome de guerra, Abu Mohamed al Jolani.
"Não são verdadeiras as notícias que afirmam que nossas forças armadas (...) se retiraram" das posições próximas a Damasco, insistiu o Ministério da Defesa sírio.
O exército sírio indicou que estava reforçando suas posições ao redor de Damasco, assim como no sul e nas regiões de Hama e Homs, no centro do país.
A situação é difícil de verificar de forma independente. Embora alguns colaboradores da AFP estejam em áreas controladas pelos rebeldes, a agência não tem, no momento, repórteres próximos a Damasco.
Moradores da capital descreveram cenas de pânico, com pessoas correndo para sacar dinheiro ou comprar alimentos. "A situação não estava assim quando saí esta manhã. De repente, todo mundo começou a ter medo", contou Rania, uma residente.
A poucos quilômetros de distância, o cenário era totalmente diferente. Em um subúrbio de Damasco, manifestantes derrubaram uma estátua de Hafaz al Assad, o falecido pai do atual presidente, segundo testemunhas.
Imagens da AFPTV gravadas em Hama mostraram tanques e veículos blindados abandonados, um deles em chamas.
Kharfan Mansour, um morador da cidade, disse que estava "feliz pela libertação de Hama e pela libertação da Síria do regime de Assad".
Bashar al Assad assumiu o poder em 2000, sucedendo a seu pai, que governava o país desde 1971.
- Soldados "fugiram" -
De acordo com o OSDH e Abdel Ghani, os rebeldes estão a menos de 20 km de Damasco.
A organização indicou que as forças governamentais perderam o controle da província de Daraa, no sul do país e berço da revolta de 2011. Também informou que tropas evacuaram posições em Quneitra, perto das Colinas de Golã, anexadas por Israel.
O exército sírio anunciou que estava "redistribuindo e reposicionando" suas forças em Daraa e na província de As-Suwayda, também no sul.
Uma fonte de segurança iraquiana disse à AFP que Bagdá permitiu a entrada de centenas de soldados sírios, que "fugiram da linha de frente" através da passagem de fronteira de Al Qaim. Uma segunda fonte estimou o número em 2.000 soldados, incluindo oficiais.
Pelo menos 826 pessoas, incluindo mais de 100 civis, morreram desde o início da ofensiva em 27 de novembro, segundo o OSDH. A ONU, por sua vez, relatou 370 mil deslocados nesse mesmo período.
O enviado especial da ONU para a Síria, Geir Pedersen, pediu que se "evite um banho de sangue" e que “os civis sejam protegidos de acordo com o direito humanitário internacional".
As forças de Assad, que contam com um apoio militar significativo da Rússia e do Irã, nunca perderam tantas cidades em tão pouco tempo desde o início da guerra civil em 2011, que deixou mais de 500 mil mortos.
O conflito dividiu o país em zonas de influência controladas por potências estrangeiras.
A Rússia, principal aliada do regime, instou seus cidadãos a deixarem o país, assim como os Estados Unidos e a Jordânia.
O apoio militar russo, crucial para o regime em 2015, foi reduzido devido à guerra na Ucrânia, enquanto Irã e o movimento islamita libanês Hezbollah, enfraquecidos por conflitos com Israel, enviaram reforços limitados.
S.Jackson--AT