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Voos comerciais de Miami a Caracas são retomados após sete anos
A normalização das relações entre os Estados Unidos e a Venezuela continua em andamento: o primeiro voo comercial direto do aeroporto de Miami com destino a Caracas deve decolar nesta quinta-feira (30), após sete anos de interrupção.
O voo é operado pela American Airlines, a primeira empresa americana autorizada a retomar as viagens para a Venezuela.
Após a queda de Nicolás Maduro em uma intervenção militar americana em janeiro, Washington decidiu, com a presidente interina, Delcy Rodríguez, restabelecer as relações diplomáticas rompidas em 2019.
A embaixada dos Estados Unidos em Caracas retomou suas atividades no fim de março, enquanto a Venezuela voltou a assumir o controle de sua representação em Washington. O presidente Donald Trump está flexibilizando gradualmente as sanções contra a Venezuela.
Caracas reformou suas leis de hidrocarbonetos e de mineração, para abrir espaço ao capital privado em um país que possui as maiores reservas de petróleo do mundo.
No entanto, o Departamento de Estado desaconselha os cidadãos americanos a viajarem para a Venezuela, país classificado no nível 3 em uma escala de 4, "devido aos riscos relacionados à criminalidade, aos sequestros, ao terrorismo e à insuficiência das infraestruturas de saúde", segundo o último aviso de viagem, datado de 19 de março.
- Um voo diário -
A American Airlines planeja operar com aviões comerciais Embraer 175 entre Miami e Caracas por meio de sua subsidiária Envoy Air. Inicialmente haverá um voo diário de ida e volta, e está previsto um segundo voo por dia a partir de 21 de maio, segundo a companhia.
Miami e seus arredores abrigam uma importante comunidade da diáspora venezuelana.
A Envoy Air apresentou em 13 de fevereiro um pedido para retomar as conexões entre Miami e Caracas, que foi aprovado pelo governo dos Estados Unidos em março. A autorização, que também prevê voos para a cidade de Maracaibo, tem duração de dois anos.
A American Airlines iniciou suas conexões com a Venezuela em 1987 e afirmava ser a maior companhia americana a operar no país antes da suspensão dos voos em 2019.
Para marcar o acontecimento, veículos de comunicação e representantes dos Departamentos de Estado e de Transporte, da cidade de Miami e das companhias aéreas, assim como o embaixador da Venezuela nos Estados Unidos, Félix Plasencia, foram convidados na manhã desta quinta-feira ao portão de embarque D55.
E.Flores--AT