-
OMS inicia semana crucial de negociações sobre vacinas e patógenos
-
Gasto militar seguiu crescendo em 2025 com multiplicação de guerras e tensões
-
Chanceler do Irã culpa EUA por fracasso das negociações de paz
-
Suspeito de atirar contra cerimônia de gala com a presença de Trump comparece à Justiça
-
Coreia do Norte inaugura monumento em homenagem a soldados mortos na guerra da Rússia contra Ucrânia
-
Trabalhador morre em acidente durante montagem de palco da Shakira em Copacabana
-
João Fonseca perde para Jódar, que avança às oitavas do Masters 1000 de Madri
-
Porto vence Estrela da Amadora (2-1) e fica a um passo do título em Portugal
-
Rybakina vence Zheng de virada e avança às oitavas do WTA 1000 de Madri
-
Chanceler do Irã segue para Rússia, sem perspectivas de diálogo com EUA
-
Marselha empata com Nice (1-1) e fica mais longe da Champions; Lille e Rennes não desistem
-
"Não posso me comparar" a Nadal ou Federer, afirma Sinner
-
Ministro das Relações Exteriores do Irã viaja a Moscou após reuniões em Paquistão e Omã
-
Partido do presidente palestino lidera eleições municipais na Cisjordânia
-
Wembanyama é liberado para jogar pelos Spurs após concussão
-
Atentado à bomba deixa 20 mortos na Colômbia a um mês das eleições
-
Inter cede empate na visita ao Torino (2-2) em seu caminho rumo ao Scudetto
-
Borussia Dortmund goleia Freiburg (4-0) e garante vaga na Champions
-
Lesionado, Pablo Barrios vai desfalcar o Atlético contra o Arsenal na semifinal da Champions
-
Stuttgart empata com Werder Bremen (1-1) e pode se complicar na corrida por vaga na Champions
-
Homem armado em jantar de imprensa nos EUA tinha como alvo membros do governo
-
Chelsea vence Leeds (1-0) com gol de Enzo Fernández e vai enfrentar City na final da FA Cup
-
Sinner atropela Moller e vai às oitavas de final do Masters 1000 de Madri
-
Número de mortos em atentado com bomba na Colômbia sobe para 19
-
Chanceler do Irã retorna ao Paquistão apesar de Trump ter cancelado a viagem de seus enviados
-
Gauff supera problemas estomacais, vence Cirstea e vai às oitavas do WTA 1000 de Madri
-
Powell lidera última reunião como presidente do Fed em meio a preocupações com a inflação
-
Líderes condenam o incidente armado no jantar com Trump em Washington
-
O que se sabe sobre os disparos no jantar de gala com Trump
-
Retomada das negociações entre EUA e Irã permanece incerta
-
Líderes condenam o incidente armado no evento de gala em Washington
-
Zelensky acusa Rússia de 'terrorismo nuclear' no 40º aniversário de Chernobyl
-
Trump foi retirado do jantar com jornalistas após disparos
-
Tiros e evacuação de Trump: jantar de correspondentes da Casa Branca termina em caos
-
Trump é retirado de jantar com jornalistas após disparos
-
Atentado à bomba deixa 14 mortos na Colômbia em meio à onda de violência
-
Trump cancela viagem de enviados ao Paquistão para negociações sobre guerra no Oriente Médio
-
Brasil em alerta por lesão de Estêvão
-
Roma vence na visita ao Bologna (2-0) e se aproxima da zona da Champions
-
Atentado à bomba deixa 7 mortos na Colômbia em meio à onda de violência
-
Jihadistas reivindicam ataques coordenados com rebeldes tuaregues no Mali
-
Sabalenka vence e avança às oitavas do WTA 1000 de Madri
-
PSG vence na visita ao Angers (3-0) em grande noite de Beraldo e fica mais perto do título
-
Ataques russos à cidade ucraniana de Dnipro deixam ao menos 8 mortos
-
Arsenal vence Newcastle (1-0) e retoma liderança da Premier League
-
Zverev vence Navone e avança à 3ª rodada do Masters 1000 de Madri
-
Manchester City vence Southampton de virada (2-1) e vai à final da Copa da Inglaterra
-
Ataques israelenses no sul do Líbano deixam 6 mortos
-
Já campeão alemão, Bayern vence Mainz (4-3) após estar perdendo por 3 a 0
-
Com baixa participação, palestinos votam nas primeiras eleições desde a guerra em Gaza
Wolfgang Schäuble, ex-ministro alemão das Finanças e paladino da austeridade, morre aos 81 anos
Wolfgang Schäuble, ex-ministro das Finanças da Alemanha, defensor ferrenho do rigor fiscal durante a crise da dívida na zona do euro e figura central na política do seu país durante décadas, morreu aos 81 anos.
O conservador, deputado durante mais de 50 anos e integrante da CDU, partido que presidiu no fim dos anos 1990, faleceu na terça-feira (26) à noite, depois de lutar por vários anos contra um câncer, informou o jornal Bild.
Paraplégico após um atentado em 1990, ele foi um dos protagonistas da política alemã nas últimas três décadas e encerrou sua longa carreira como presidente da Câmara dos Deputados entre 2017 e 2021.
A partir de 1984 ele foi ministro em vários momentos, em particular das pastas do Interior e das Finanças, primeiro com o chanceler Helmut Kohl e depois com Angela Merkel.
"Wolfgang Schäuble influenciou nosso país durante mais de meio século, como deputado, como ministro e como presidente do Bundestag. A Alemanha perde um pensador agudo, um político apaixonado e um democrata combativo", escreveu o chefe de Governo alemão, Olaf Scholz, na rede social X.
A presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, elogiou "um dos dirigentes europeus mais influentes de sua geração".
- Intransigente com o sul da Europa -
O político de linha conservadora, que usava uma cadeira de rodas para os deslocamentos, trabalhou a favor do tratado de reunificação das duas Alemanhas em 1990, após a queda do Muro de Berlim.
Schäuble se tornou muito conhecido por seu papel como ministro das Finanças de Merkel, a partir de 2009. No cargo, ele incorporou o rigor fiscal defendido por Berlim e adotou um tom intransigente em relação aos países afetados pela crise da dívida da zona do euro, incluindo Grécia e Espanha.
Ele fez muitos inimigos na Grécia com sua inflexibilidade na exigência de cortes dos gastos públicos e dos salários, assim como da privatização de ativos, para remediar uma crise da dívida que provocou o empobrecimento da população e a queda de 25% do PIB grego.
Em 2015, Schäuble chegou a propor uma saída de Atenas da zona do euro.
A notícia de sua morte gerou comentários nada elogiosos na Grécia. O ex-ministro das Finanças Yanis Varoufakis, ex-integrante do partido de extrema-esquerda Syriza, que negociou com Schäuble em 2015, o criticou por ter defendido uma "austeridade violenta".
Schäuble desempenhou um papel duro sem hesitação e não titubeava em dar sermões nos países vizinhos, em um tom moralizante, sobre seus "deveres". A atitude também foi aplicada em sua gestão dentro da Alemanha, com ojeriza à ideia de qualquer possibilidade de déficit.
- Amigo da França -
Nascido em Freiburg, na fronteira com a França, o conservador foi um defensor incansável da aliança com a França e da construção europeia.
No final da década de 1990, Wolfgang Schäuble apresentou a ideia de um "núcleo duro" de Estados pioneiros, que poderiam avançar de maneira mais rápida com a integração europeia. A ideia foi materializada com a criação da moeda única, o euro.
Ele também criticava os partidos nos extremos do espectro político. Na eleição presidencial francesa de 2017 ele declarou apoio ao liberal Emmanuel Macron, que disputou o segundo turno contra a líder de ultradireita Marine Le Pen.
A grande frustração de sua carreira foi não ter sido chefe de Governo. Apesar de ter sido cotado no final da década de 1990 para suceder Helmut Kohl como chanceler, ele foi superado por Angela Merkel após um caso de financiamento ilegal que afetou o partido.
W.Stewart--AT