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Ferrari espera recuperar grandeza com próxima 'revolução' na Fórmula 1
Será que a Ferrari conseguirá recuperar sua grandeza com a esperada "revolução" na Fórmula 1 para o ano que vem? Para a escuderia mais vitoriosa da história, cujo último título foi em 2008, as mudanças no regulamento a partir de 2026 representam uma oportunidade de ouro para um retorno triunfal, embora ainda haja dúvidas.
Assim como as outras dez equipes do grid, a Ferrari fará na próxima temporada mudanças profundas em seus carros, para criar uma "fera radicalmente nova", segundo Enrico Gualtieri, diretor do departamento de motores da escuderia italiana.
Concretamente, os carros serão menores e mais leves, e seu motor, já híbrido desde 2014, terá um aumento na potência elétrica e utilizará combustíveis 100% sustentáveis.
- "A maior mudança" -
Essa reviravolta abre um campo considerável para desenvolvimento.
Questionado durante o tradicional almoço de Natal organizado para a imprensa em Maranello, sede histórica da Ferrari, o chefe da equipe, Frédéric Vasseur, disse: "É, de longe, a maior mudança que já vimos".
"É a primeira vez que teremos uma remodelação tão grande que afetará o chassi, o motor, mas também o regulamento esportivo, a distribuição de energia", acrescenta Vasseur.
Embora o simulador permita explorar uma ampla gama de cenários, o dirigente francês reconhece suas limitações, explicando que "as coisas mais difíceis de simular são as disputas na pista, os erros que cometeremos e todos os eventos externos que precisaremos administrar".
Nos primeiros testes, agendados para Barcelona no final de janeiro, o objetivo da Ferrari será "acumular quilometragem para entender a confiabilidade do carro e o que precisamos melhorar", explica Vasseur.
A velocidade de aprendizagem durante as primeiras corridas será determinante, especialmente para os pilotos, cuja capacidade de gerir a energia poderá ser um fator crucial para o desempenho.
- "Agora ou nunca" -
Para o piloto monegasco Charles Leclerc, que está na equipe há sete temporadas, será uma "oportunidade formidável para mostrar do que a Ferrari é capaz, e é agora ou nunca".
A equipe italiana, que gera mais interesse do que qualquer outra no padoque, terminou o Mundial de 2025 na quarta posição do campeonato de construtores, sua pior classificação desde 2020.
"Espero sinceramente que comecemos esta nova era com o pé direito, porque isso é importante para os próximos quatro anos", disse Leclerc.
Vasseur relativiza a ideia de que a mudança de forças será imediata.
"Só porque alguém está na frente no início de 2026 não significa necessariamente que estará na frente no final da temporada, ou em 2027", alerta o francês.
Um bom começo não garante tudo, mas pode ter um peso significativo na construção do futuro.
- A situação de Hamilton -
A chegada da lenda Lewis Hamilton no início da temporada, contratado para representar o retorno da Ferrari ao topo, resultou em decepção.
Sexto colocado na classificação geral, o heptacampeão mundial passou 2025 em branco, sem subir ao pódio pela primeira vez na carreira, iniciada em 2007.
O britânico de 40 anos chegou a admitir em novembro que seu sonho de vestir o macacão vermelho havia se transformado "em um pesadelo" após abandonar no Grande Prêmio do Brasil.
"Após 20 anos na McLaren e na Mercedes, a mudança foi enorme e subestimada", aponta Vasseur.
"Fazemos as coisas de forma diferente, cada componente é diferente, as pessoas envolvidas são diferentes", explica o chefe da equipe.
Apesar de tudo isso, ele permanece confiante para 2026: "é questão de entender exatamente o que ele precisa".
Apesar de momentos visíveis de dúvida, Hamilton se manteve empenhado, trabalhando com os engenheiros para encontrar soluções. Essa atitude, considerada saudável e construtiva por Vasseur, alimenta as esperanças de um novo começo para Sir Lewis em sua busca pelo oitavo título mundial, um recorde.
Ch.Campbell--AT