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Pelo menos cinco jihadistas do EI morrem em bombardeios de 'represália' dos EUA na Síria
Pelo menos cinco jihadistas morreram na madrugada deste sábado(20) na Síria, segundo uma ONG, em bombardeios dos Estados Unidos contra alvos do grupo Estado Islâmico, lançados como resposta a um ataque que matou três americanos no país.
As forças dos EUA atacaram mais de 70 alvos no centro da Síria nesta sexta-feira (19), informou o Pentágono, no âmbito de uma importante operação militar contra o EI.
Em sua rede Truth Social, o presidente Donald Trump descreveu a ofensiva como uma "represália muito séria" por um atentado recente que matou três americanos no fim de semana passado no país árabe, no sítio arqueológico de Palmira.
Os Estados Unidos "atingiram mais de 70 alvos em várias localidades do centro da Síria com aviões de combate, helicópteros de ataque e artilharia", afirmou o Comando Central de Estados Unidos (Centcom) em comunicado.
"A operação utilizou mais de 100 munições de precisão contra infraestruturas e depósitos conhecidos de armamentos do Estado Islâmico", acrescentou o Centcom.
Também afirmou que, desde o ataque em Palmira, forças americanas e aliadas "realizaram dez operações na Síria e no Iraque que resultaram na morte ou detenção de 23 efetivos terroristas", sem especificar a que grupos pertenciam.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos, com sede no Reino Unido, informou neste sábado que pelo menos cinco membros do EI, incluindo o líder de uma célula, morreram nos ataques americanos.
O diretor da ONG, Rami Abdel Rahman, disse à AFP que os supostos membros do EI morreram na província de Deir Ezzor, no leste do país, e que a célula bombardeada era responsável por operar drones na região.
Os ataques ocorreram em Homs, Raqa e Deir Ezzor, indicou uma fonte de segurança.
O Ministério das Relações Exteriores da Síria afirmou em uma publicação no X que o país está comprometido em combater o Estado Islâmico e "garantir que não tenha refúgios seguros no território sírio".
- Tropas dos EUA na Síria -
Os americanos mortos em Palmira eram os sargentos da Guarda Nacional de Iowa, William Howard e Edgar Torres Tovar, além de Ayad Mansoor Sakat, um civil de Michigan que trabalhava como intérprete.
Segundo Washington, um único atirador perpetrou o ataque de 13 de dezembro em Palmira, que abriga ruínas antigas tombadas pela Unesco e que já esteve sob controle de combatentes jihadistas.
Trump, o secretário de Defesa, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior dos Estados Unidos, Dan Caine, acompanharam na quarta-feira a comitiva de soldados que recebeu, nos Estados Unidos, os três caixões dos mortos.
O ataque contra tropas americanas na Síria foi o primeiro incidente desse tipo desde a queda de Bashar al-Assad em dezembro do ano passado.
O efetivo americano que foi alvo apoiava a Operação Inherent Resolve, uma coalizão internacional para combater o EI, que se apoderou de amplas faixas de território sírio e iraquiano em 2014.
Os jihadistas foram finalmente derrotados por forças locais em terra, respaldadas por bombardeios aéreos internacionais, mas o EI continua presente na Síria, especialmente no vasto deserto do país.
Trump tem sido cético quanto à presença de Washington na Síria.
O Pentágono anunciou em abril que os Estados Unidos reduziriam à metade o número de efetivos americanos, enquanto seu enviado para a Síria, Tom Barrack, disse em junho que Washington acabaria reduzindo suas bases no país a uma.
Atualmente, as forças americanas estão destacadas no nordeste da Síria, controlado pelos curdos, assim como em Al Tanf, perto da fronteira com a Jordânia.
D.Lopez--AT