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Cuba denuncia restrições de vistos 'sem precedentes' dos EUA a seus atletas
Cuba denunciou, nesta sexta-feira (19), que a embaixada dos Estados Unidos em Havana negou vistos a quase 70 atletas, árbitros e dirigentes esportivos da ilha em 2025, um número "sem precedentes".
Embora essa seja uma prática comum desde a revolução de 1959, que iniciou um histórico confronto político com Washington, "estamos falando de 68 pedidos de visto sem respostas positivas", disse Gisleydis Sosa, diretora de Relações Internacionais do Instituto Cubano de Esportes, em comunicado enviado à AFP.
Sosa destacou que esse nível de restrições afetou atletas "de tênis de mesa, basquete, futebol, atletismo, softbol e vôlei", além de árbitros e "diretores do Comitê Olímpico Cubano".
"Isso cria um ambiente de incerteza e insegurança que prejudica os preparativos de Cuba para os Jogos Olímpicos de Los Angeles de 2028, um caminho que incluirá vários eventos prévios realizados nos Estados Unidos", observou a diretora.
Consultada sobre o assunto, a embaixada dos Estados Unidos em Havana não reagiu de imediato.
A Federação Cubana de Beisebol e Softbol (FCBS) manifestou, no início de dezembro, sua preocupação com a participação de cubanos no VI Clássico Mundial de Beisebol, que será realizado em março e terá três de suas quatro sedes nos Estados Unidos.
"Esperamos que as autoridades americanas garantam os vistos que nos permitirão participar do torneio, sem que quaisquer problemas alheios à competição ou contrários aos princípios do esporte interfiram nesse processo", afirmou a FCBS em comunicado.
Desde que voltou à Casa Branca, Donald Trump aumentou a pressão sobre Cuba, que foi reincluída na lista de "Estados patrocinadores do terrorismo" do governo americano, dificultando viagens e fluxos econômicos.
Sosa explicou que Washington concedeu vistos este ano apenas às 14 meninas que faziam parte da equipe que deveria participar do torneio classificatório para a Little League Softball World Series em Porto Rico.
No entanto, Cuba se recusou a participar dessa competição, pois os sete adultos que deveriam acompanhar as meninas, com idades entre nove e dez anos, não foram autorizados a entrar nos Estados Unidos.
Em maio, o Comitê Olímpico Cubano informou que seu presidente, Roberto León Richards, não pôde comparecer a uma reunião do Comitê Executivo da Organização Pan-Americana do Esporte (Panam Sports) em Miami.
E.Flores--AT