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Verstappen voltará a 'sorrir', afirma diretor da Red Bull
A Red Bull está progredindo para voltar ao topo, afirmou o diretor da equipe, o francês Laurent Mekies, que minimizou o "ruído" dos rumores sobre uma possível saída do tetracampeão mundial de Fórmula 1 Max Verstappen, que "voltará a sorrir".
Em entrevista à AFP, o engenheiro de 49 anos, que substituiu há menos de um ano o britânico Christian Horner, também afirma que o jovem piloto francês Isack Hadjar é "sólido" e está "extremamente bem integrado" à equipe, seis vezes campeã mundial de construtores, as últimas em 2022 e 2023 com Verstappen.
O holandês chegou perto de conquistar o pentacampeonato no ano passado, mas este início de 2026 está sendo difícil para a Red Bull: Verstappen é o sétimo no campeonato de pilotos, Hadjar é o 14º e a equipe está muito atrás de Mercedes, Ferrari e McLaren na classificação após quatro Grandes Prêmios.
"Não conseguimos dar a Max e Isack um carro com a consistência necessária para que eles tenham a confiança que precisam para irem ao limite", admite Mekies.
O diretor da Red Bull conversou com a AFP durante o Grande Prêmio da França Histórico, em Le Castellet, evento que consiste em um fim de semana de corridas no circuito Paul Ricard, onde pilotos aposentados e em atividade (Alain Prost, Jacques Villeneuve, Isack Hadjar e Pierre Gasly) testaram carros projetados desde os anos 1970 até os anos 2000.
- "Competitividade modesta" -
Questionado sobre um possível retorno ao topo, Laurent Mekies reconhece que a equipe "ainda não chegou a esse ponto".
Ele destaca que a Red Bull está usando este ano um motor híbrido próprio, desenvolvido em parceria com a Ford, abandonando o motor Honda.
"Nosso ponto de partida em termos de competitividade é naturalmente modesto", afirmou.
Graças a alguns "ajustes" no novo regulamento técnico sobre motores 50% elétricos e 50% a combustão, Verstappen terminou em quinto lugar no GP de Miami, no início de maio.
"Isso significa que voltamos e estamos lutando pela vitória? Não!", conclui Mekies. "Ainda não chegamos lá, mas vamos chegar".
Será com Max Verstappen, que vem criticando os motores híbridos há meses, chegando a ameaçar deixar a F1?
"Max está no coração do projeto. Ele está conosco em todos os assuntos, envolvido em todas as nossas decisões estratégicas para o futuro", responde Mekies.
"Enquanto pudermos, como temos feito há anos, dar a ele um carro rápido, vocês verão Max sorrindo", promete.
- Hadjar "bem integrado" -
Enquanto Verstappen participa de várias corridas de resistência na categoria GT e o chefe da Ford Performance Motorsport, Mark Rushbrook, menciona à imprensa sua participação nas 24 Horas de Le Mans, Mekies descarta esses rumores.
"O ruído habitual na Fórmula 1 muda dependendo se você teve um bom ou um mau fim de semana", relativiza.
O engenheiro, que construiu sua carreira nas equipes do grupo Red Bull (Toro Rosso, Racing Bulls e Red Bull Racing), defende Hadjar com a mesma firmeza. O jovem piloto francês de 21 anos está apenas em sua segunda temporada na F1, a primeira ao lado de Verstappen.
Apesar de ter somado apenas quatro pontos e de ter abandonado a prova em Miami devido a um acidente, "Isack teve um bom início de temporada. Ele mora em Londres. Está conosco todas as semanas no simulador. Ele está extremamente bem integrado à equipe", afirma Mekies.
Hadjar participou do Grande Prêmio da França Histórico e pilotou a Red Bull de 2011 com motor Renault com aspiração natural, o mesmo que ajudou o alemão Sebastian Vettel a dominar a categoria na época.
"A Fórmula 1 funciona em ciclos", concluiu Mekies.
R.Chavez--AT