-
Trump anuncia que vai retirar Guarda Nacional de Chicago, Los Angeles e Portland
-
Bulgária adota o euro com temor à inflação
-
Mundo se despede de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e volta de Trump
-
Defesa pede prisão domiciliar para Bolsonaro por motivos de saúde
-
Costa do Marfim vira sobre Gabão (3-2) e vai às oitavas da CAN como líder do grupo
-
Bolsonaro voltará à prisão em 1º de janeiro após mais de uma semana hospitalizado
-
Rússia acredita na vitória, diz Putin em discurso de fim de ano
-
Economia chinesa cresceu 'cerca de 5%' em 2025, afirma presidente
-
Ministra francesa critica naturalização de George Clooney e família
-
Rodri pode voltar de lesão no próximo jogo do City, anuncia Guardiola
-
PGR do Irã promete agir com 'firmeza' se protestos causarem 'desestabilização'
-
Argélia vence Guiné Equatorial (3-1) e confirma 1º lugar do grupo na Copa Africana
-
Serviço de trens a Machu Picchu é retomado após acidente que provocou uma morte
-
França planeja proibir redes sociais para menores de 15 anos
-
Bulgária se prepara para adoção do euro com temor à inflação
-
Israel começa a demolir 25 prédios em campo de refugiados na Cisjordânia
-
Zohran Mamdani assume a Prefeitura de Nova York sob a sombra de Trump
-
Na véspera do Ano Novo, alemães se refugiam com seus cães do caos pirotécnico em aeroporto
-
Israel ameaça proibir 37 ONGs de atuar em Gaza se não derem dados sobre pessoal
-
Gaza se despede de 2025 em meio a ruínas, dor e uma esperança frágil
-
França impõe exame cívico e de idioma aos não europeus que pedirem residência
-
Apagão afetou quase um milhão de usuários em Buenos Aires sob calor extremo
-
Regiões do mundo que viveram um ano de calor recorde em 2025
-
Israel anuncia que 37 ONGs serão proibidas de atuar em Gaza
-
Mbappé sofre entorse no joelho e ficará afastado por pelo menos 3 semanas
-
Mundo começa a se despedir de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e volta de Trump
-
China diz ter 'concluído com sucesso' exercícios militares em Taiwan
-
Etíope Muse Gizachew e tanzaniana Sisilia Panga mantêm hegemonia africana na São Silvestre
-
Mundo começa a se despedir de 2025, ano marcado por trégua em Gaza e retorno de Trump
-
China aplicará tarifa de 55% sobre importações de carne de países como Brasil, Argentina e Uruguai
-
Eurostar retoma progressivamente seu serviço de trens após problema técnico
-
Petro diz que EUA bombardeou laboratório de cocaína na cidade venezuelana de Maracaibo
-
TSMC inicia produção em massa de semicondutores avançados 2nm
-
Chefe da junta militar da Guiné é eleito presidente do país
-
Choque entre trens em via para Machu Picchu deixa um morto e 40 feridos
-
São Silvestre chega ao centenário com recorde de participantes
-
Com gols brasileiros, Arsenal vence Aston Villa (4-1) e garante liderança da Premier League
-
Colisão entre trens em via para Machu Picchu deixa 15 feridos
-
Maioria dos membros do Fed espera novos cortes de juros
-
Tunísia, Senegal e RD Congo avançam às oitavas da Copa Africana
-
Morre aos 35 anos a jornalista Tatiana Schlossberg, neta de JFK
-
Mundo se despede de ano marcado por retorno de Trump e trégua em Gaza
-
Nikola Jokic desfalcará Denver Nuggets por pelo menos 4 semanas
-
Norueguês Magnus Carlsen conquista seu 20º título mundial de xadrez
-
Estudantes se unem aos protestos contra custo de vida no Irã
-
Situação humanitária em Gaza continua 'catastrófica', afirmam dez países
-
Rio de Janeiro tem maior festa de Ano Novo do mundo, reconhece Guinness
-
Acidente com teleférico deixa 4 feridos e quase 100 presos em montanha na Itália
-
Tunísia empata com Tanzânia (1-1) e se junta à Nigéria nas oitavas da Copa Africana
-
Governo argentino fecha agência para pessoas com deficiência suspeita de corrupção
Copa de 2026 em três países: gigantismo às custas do meio ambiente
A Copa do Mundo de 2026 será a maior da história, com 48 seleções no Canadá, Estados Unidos e México: em sua obsessão por crescimento, a Fifa estaria ignorando seu impacto ambiental?
"Há uma tendência a reduzir a pegada de carbono nos Jogos Olímpicos, mas com a Copa do Mundo Masculina da Fifa ocorre exatamente o oposto", disse à AFP David Gogishvili, geógrafo da Universidade de Lausanne (Suíça) e especialista em grandes eventos esportivos.
A Copa do Mundo de 2026 será o oposto da Copa de 2022, que foi realizada no Catar e também foi criticada pela construção acelerada de estádios superdimensionados e com ar-condicionado neste pequeno país de clima extremamente quente.
Do Estádio de Toronto (45.000 lugares) a Arlington, no Texas (com quase 93.000), as 16 sedes já existiam na época da escolha da sede, um ponto particularmente enfatizado pelos responsáveis pela candidatura "United 2026".
Mas as distâncias entre as sedes serão enormes. De Vancouver ao México, passando por Boston, Miami e Los Angeles, entre outras, as equipes, jornalistas e os "mais de 5 milhões de torcedores" esperados pela Fifa terão que fazer longas viagens, com distâncias às vezes superiores a 4.000 quilômetros entre as sedes.
- "Apetite por crescimento" -
A única estimativa oficial da pegada de carbono — 3,7 milhões de toneladas de CO2, um recorde — é a contida na proposta e já está desatualizada, visto que o número de partidas aumentou de 80 para 104 desde então.
A Fifa, cujo presidente, Gianni Infantino, defendeu sua "determinação" em combater o aquecimento global na cúpula do clima COP26 em Glasgow, prometeu em 2018 "medir, reduzir e compensar" as emissões relacionadas às Copas do Mundo.
Alegando razões logísticas, a organização decidiu em maio de 2023 agrupar a fase de grupos em três "polos regionais", mas a fase eliminatória — que representa um terço do total de partidas — ocupará todo o mapa de sedes do torneio.
De maneira mais ampla, a Fifa tem recuado em relação a quaisquer promessas relacionadas à edição de 2026 desde que foi criticada em junho de 2023 por uma entidade na Suíça, seu país-sede, por se gabar da "neutralidade climática" da Copa do Mundo de 2022 sem fornecer evidências que sustentem essa afirmação.
Para além do debate técnico sobre cálculos e compensações de carbono, há uma descoberta que gera consenso: a melhor maneira de reduzir o impacto de eventos de grande porte é "limitar" seu escopo, como o COI faz com seu limite de 10.500 atletas para os Jogos Olímpicos de Verão, lembra David Gogishvili.
Mas a Fifa está tomando medidas na direção oposta e expandiu o número de seleções participantes de sua Copa do Mundo de 32 para 48.
De acordo com este pesquisador, o "apetite por crescimento" da Federação Internacional leva a mais partidas, mais atletas, mais torcedores e mais voos, entrando em "um ciclo sem fim".
- "Negacionismo ambiental da Fifa" -
Em fevereiro passado, o New Weather Institute e a Scientists for Global Responsibility destacaram em um relatório conjunto o custo climático de cada partida internacional, que seria "de 26 a 42 vezes maior do que o de uma partida de elite" de qualquer campeonato nacional.
"Uma partida durante uma Copa do Mundo masculina é responsável por 44.000 a 72.000 toneladas de CO2 (...) o que equivale às emissões de 31.500 a 51.500 carros britânicos em um ano inteiro", previram esses pesquisadores.
Longe de se limitar a 2026, "parece que o negacionismo ambiental da Fifa continuará", observou Gilles Paché, professor da Universidade de Aix-Marselha (França), no ano passado, na revista Journal of Management Research.
A Fifa decidiu que a Copa do Mundo de 2030 será realizada em três continentes, com três partidas na América do Sul (Argentina, Uruguai e Paraguai), antes de dividir o restante do torneio entre Marrocos, Espanha e Portugal para as 101 partidas restantes.
A Conmebol chegou a propor aumentar o número de participantes para 64 seleções em 2030, em homenagem ao centenário do torneio. Infantino ainda não se pronunciou sobre o assunto.
Outro evento no horizonte provavelmente será acompanhado de controvérsia ambiental: a Copa de 2034, que será realizada na Arábia Saudita, com clima semelhante ao do Catar, mas com 40 partidas a mais que o torneio de 2022 e com a gigante saudita Aramco, a maior empresa petrolífera do mundo, tendo se tornado um dos principais patrocinadores da Fifa.
N.Walker--AT