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Reis do k-pop BTS fazem show de retorno em Seul
As megaestrelas sul-coreanas do BTS iniciaram neste sábado (21) seu primeiro show em quase quatro anos, um grande espetáculo que reuniu centenas de milhares de fãs de k-pop no centro de Seul, acompanhado em todo o mundo.
“Olá, Seul, estamos de volta!”, lançou um membro da banda diante da multidão que os aguardava aos gritos de “BTS, BTS”.
Ampla e repetidamente aclamados como a boy band mais importante do mundo, os sete integrantes do BTS fizeram uma pausa em 2022 para cumprir o serviço militar obrigatório na Coreia do Sul.
A aguardada apresentação de retorno do grupo, na vanguarda de uma onda cultural coreana que deu a volta ao mundo, é realizado às portas do histórico palácio real de Gyeongbokgung, um local muito apropriado para os chamados “reis do k-pop”.
Centenas de milhares de fãs - conhecidos pelo nome de ARMY - lotaram o centro de Seul desde as primeiras horas da manhã na esperança de conseguir ver o espetáculo. O show começou às 20h locais (8h no horário de Brasília).
Milhões de pessoas em cerca de 190 países também assistem ao show ao vivo por meio da Netflix.
Em um contratempo de última hora, a agência do grupo informou na sexta-feira que o líder do BTS, RM, havia lesionado o tornozelo durante os ensaios e que sua “participação em certos elementos da apresentação, como a coreografia no palco, será limitada”.
Lee Yeon-seo, de 36 anos, uma fã sul-coreana que viajou da cidade de Jeonju, no sul do país, chegou cedo. “Com a turnê que começa em abril, este é o início da nova jornada deles. De certa forma, é como uma honra poder vivenciar isso ao vivo assim”, disse à AFP.
O espetáculo deste sábado antecede uma turnê mundial de 82 datas que inclui várias escalas na América Latina, como São Paulo, Cidade do México, Bogotá, Lima, Santiago e Buenos Aires.
- Milhões de cópias de “ARIRANG” -
Espera-se que o grupo interprete seu novo álbum, “ARIRANG”, que foi lançado no dia anterior. O disco vendeu 3,98 milhões de cópias apenas no primeiro dia, segundo o selo discográfico do BTS.
“ARIRANG” recebe seu nome de uma canção folclórica sobre anseio e separação, frequentemente considerada o hino nacional não oficial da Coreia do Sul.
Com colaborações de diversos artistas e produtores ocidentais, as 14 faixas do álbum misturam rap, batidas potentes e experimentação.
“Em comparação com os trabalhos anteriores deles, há uma gama mais ampla de gêneros, o que lhe confere uma sensação mais madura e expansiva”, afirmou à AFP a fã Lee Ji-young, uma professora universitária.
- Segurança extrema -
Na tarde de sábado, a área do palco estava fortemente protegida com ônibus e efetivos policiais.
As entradas dos prédios próximos foram fechadas e foram colocadas barreiras nas vias principais, enquanto o acesso a museus e estações de metrô da região foi bloqueado.
No total, cerca de 6.700 policiais foram mobilizados, junto com 8.200 membros das equipes de segurança do governo da cidade de Seul e da agência do grupo, a HYBE.
- Resiliência -
O show acontecia na ampla praça Gwanghwamun, em Seul, ao lado de Gyeongbokgung.
Construído em 1395, o antigo palácio real é frequentemente considerado um símbolo da resiliência coreana ao longo da queda de dinastias, do domínio colonial e das manifestações pró-democracia.
O BTS (sigla em coreano para “escoteiros à prova de balas”) apoiou campanhas da Unicef, o movimento Black Lives Matter e esforços para combater o racismo contra asiáticos.
Sua mensagem “sempre se concentrou na autorreflexão, na resiliência e na coragem de seguir em frente, mesmo quando a vida parece incerta”, celebrou Carmen Low, uma fã malaia de 32 anos.
“O retorno deles pode ser um lembrete desses valores, incentivando conversas sobre identidade, sonhos, saúde mental e o que significa crescer em um mundo complexo”, disse ela à AFP.
E.Rodriguez--AT