Arizona Tribune - Morre Jesse Jackson, símbolo da luta pelos direitos civis nos EUA

Morre Jesse Jackson, símbolo da luta pelos direitos civis nos EUA
Morre Jesse Jackson, símbolo da luta pelos direitos civis nos EUA / foto: Jim Watson - AFP/Arquivos

Morre Jesse Jackson, símbolo da luta pelos direitos civis nos EUA

Símbolo da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, muito próximo de Martin Luther King e duas vezes candidato à presidência, o pastor negro Jesse Jackson morreu nesta terça-feira (17) aos 84 anos, informou sua família.

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O veterano ativista faleceu "em paz, cercado por sua família", indicaram seus familiares nas redes sociais. Ele será homenageado em uma cerimônia pública em Chicago, em data ainda a ser definida.

"Sua fé inabalável na justiça, na igualdade e no amor inspirou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores pelos quais viveu", declarou sua família.

Companheiro de Martin Luther King nos anos 1960, esse pastor batista e talentoso orador fez recuar ao longo de sua vida as barreiras que limitavam o espaço político aos afro-americanos.

Jackson deixa esposa e seis filhos. "Nosso pai foi um líder servil, não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os que não têm voz e os ignorados de todo o mundo", disseram.

Donald Trump tornou públicas suas condolências pela morte de Jackson, a quem descreveu como "uma força da natureza como poucos foram antes dele".

"Eu o conheci bem muito antes de chegar à presidência. Foi um bom homem, com muita personalidade, determinação e astúcia das ruas", declarou o mandatário republicano.

A família não especificou a causa da morte, mas Jackson anunciou em 2017 que sofria da doença de Parkinson.

Segundo a imprensa, em novembro ele havia sido hospitalizado em observação por outra doença neurodegenerativa.

Até que Barack Obama chegou à Casa Branca em 2009, Jesse Jackson havia sido o afro-americano mais destacado a se candidatar à presidência dos Estados Unidos, com duas tentativas fracassadas de ser nomeado candidato pelo Partido Democrata nos anos 1980.

— "Mudou a Nação e o mundo" —

O reverendo Al Sharpton, também líder da luta pelos direitos civis, despediu-se afirmando que a "Nação perdeu uma de suas maiores vozes éticas".

"Ele não foi simplesmente um líder dos direitos civis, foi um movimento em si mesmo. Levava a história em seus passos e a esperança em sua voz", escreveu Sharpton. "Mudou a Nação e o mundo", acrescentou.

Jackson fundou duas organizações para promover a igualdade e a justiça social: PUSH (Pessoas Unidas para Salvar a Humanidade), em 1971, e a Coalizão Nacional Arco-Íris, nos anos 1980. Ambas se fundiram em 1996.

Também se destacou por seu trabalho como mediador e enviado especial em várias frentes. Defendeu o fim do apartheid na África do Sul e, nos anos 1990, foi nomeado enviado especial para a África na administração de Bill Clinton.

Também participou de negociações para libertar reféns e prisioneiros americanos na Síria, no Iraque e na Sérvia.

Th.Gonzalez--AT