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Tribunal dos EUA revoga ordem de libertação de um ativista pró-palestino
Um tribunal de apelações dos Estados Unidos anulou uma decisão que havia levado à libertação de Mahmoud Khalil, um destacado líder dos protestos estudantis pró-Palestina no país, segundo documentos judiciais apresentados nesta quinta-feira (15), o que abre a possibilidade de que ele seja novamente preso.
Khalil, nascido na Síria, filho de pais palestinos e residente legal permanente nos Estados Unidos, foi detido em março de 2025 por supostamente representar uma ameaça aos interesses da política externa americana.
Ex-aluno da Universidade de Columbia e um dos dirigentes mais visíveis dos protestos pró-Palestina em campi universitários de todo o país, ele foi libertado em junho, mas continuou enfrentando ameaças de deportação por parte das autoridades federais.
O juiz federal de Nova Jersey, Michael Farbiarz, havia decidido que a detenção de Khalil era ilegal.
Mas a decisão desta quinta-feira do tribunal de apelações com sede na Filadélfia indicou que Farbiarz não tinha competência para julgar o caso e que ele deveria ter sido resolvido por um tribunal de imigração.
"A decisão de hoje é profundamente decepcionante", declarou Khalil em um comunicado. "Pode ser que a porta tenha sido aberta para uma possível nova detenção mais adiante, mas isso não fechou nosso compromisso com a Palestina nem com a justiça e a responsabilização."
A decisão, que pode ser objeto de recurso, não entra em vigor imediatamente, o que significa que Khalil permanecerá em liberdade por enquanto. Khalil é casado com uma cidadã dos Estados Unidos e é pai de um filho nascido no país.
Em setembro, uma juíza de imigração na Louisiana ordenou que Khalil fosse deportado para a Argélia ou para a Síria por irregularidades em seu pedido de autorização de residência permanente nos Estados Unidos. Os advogados de Khalil prometeram recorrer dessa decisão.
B.Torres--AT