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Redes sociais prejudicam saúde dos adolescentes, alerta órgão francês
As redes sociais prejudicam a saúde mental dos adolescentes, especialmente das meninas, afirmou, nesta terça-feira (13), a agência sanitária da França, no momento em que o país debate proibir o acesso dos menores de 15 anos a estas plataformas.
Vários países estão considerando tomar medidas para regular o acesso ao Facebook, Instagram, TikTok ou Snapchat, redes muito populares entre os jovens, após a restrição imposta pela Austrália, em dezembro, aos menores de 16 anos.
Neste contexto, a Agência Nacional de Segurança Sanitária (ANSES) francesa publicou, nesta terça-feira, um alerta sobre o tema, resultado de cinco anos de trabalho de um comitê de especialistas.
Embora não sejam a única causa da deterioração da saúde mental dos adolescentes, os efeitos negativos das redes sociais são "vários" e estão "documentados", indica a organização no relatório.
A agência aconselha "atuar na raiz" para que os menores só possam acessar as redes sociais "projetadas e configuradas para proteger sua saúde".
Isto implica que as plataformas teriam que mudar seus algoritmos, suas técnicas de persuasão e as configurações predeterminadas, de acordo com a agência.
"Este estudo traz argumentos científicos ao debate sobre as redes sociais nos últimos anos: baseia-se em mil estudos" e documentam "os efeitos na saúde", declarou Olivia Roth-Delgado, responsável pelo painel de especialistas, em uma coletiva de imprensa.
As redes sociais consultadas a partir de um smartphone --às quais metade dos jovens de 12 a 17 anos dedica de duas a cinco horas por dia-- são uma "caixa de ressonância inédita" que reforçam os esteriótipos, tornam visíveis comportamentos de risco e favorecem o cyberbullying.
O conteúdo também oferece uma ideia irreal da beleza através de imagens modificadas digitalmente que podem provocar baixa autoestima nas meninas, o que pode levar à depressão ou transtornos alimentares, acrescenta a agência.
As meninas, que usam as redes sociais mais que os meninos, estão submetidas a uma maior "pressão social vinculada aos esteriótipos de gênero", segundo o documento.
Isso significa que elas são mais afetadas pelos perigos das redes sociais, assim como as pessoas LGBTQIA+ e aquelas que já têm transtornos de saúde mental, acrescenta.
Diferente da Austrália, que estabeleceu o limite de 16 anos, a França quer proibir o acesso aos menores de 15 anos. Duas propostas de lei estão em fase de debate na Assembleia francesa.
R.Garcia--AT