-
Pegula e Eala farão a final do WTA 500 de Washington
-
Atentado guerrilheiro deixa 14 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Jessica Pegula avança à final do WTA 500 de Washington
-
Sobe para sete o número de mortos após bombardeios em Gaza
-
Centenas de menores dormem ao relento em Ceuta devido à crise migratória
-
O que se sabe sobre entrada em massa de migrantes no território espanhol de Ceuta
-
Um sonho "destruído": a desilusão dos marroquinos expulsos de Ceuta
-
Uefa e Concacaf mantêm pressão sobre Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Concacaf pede 'revisão integral' da liderança de Infantino na Fifa
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta em meio à crise diplomática
-
Ofensiva judicial de Trump contra a imprensa perde força
-
Federação Alemã pede 'investigação completa' sobre plano abortado pela Fifa
-
Uefa faz duras críticas a Infantino, apesar da retirada de plano de investimento privado
-
Bombardeios em Gaza deixam dois mortos e provocam danos em hospital
-
Richarlison dá vitória ao Tottenham sobre o Chelsea em amistoso na Austrália
-
Atentado deixa 11 feridos na Colômbia a seis dias da posse de Espriella
-
Empresa confirma morte do alpinista Nirmal Purja em avalanche no Paquistão
-
Espanha anuncia 'normalidade' em Ceuta e pede reunião urgente sobre migração
-
Bombeiros lutam para salvar complexo turístico na Grécia
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam 10 mortos em Kiev
-
Japão encerra busca por vítimas em shopping destruído após terremoto
-
Ataques russos com mísseis balísticos deixam nove mortos em Kiev
-
Espanha reforça fronteira com Marrocos e destaca situação 'quase' normal
-
Humala é solto após anulação de sentença no Peru
Começa nos EUA julgamento de rapper Young Thug, acusado de chefiar gangue
A Promotoria de Atlanta, no sudeste dos Estados Unidos, acusou o popular rapper americano Young Thug nesta segunda-feira (27), o primeiro dia de alegações de seu julgamento, de ser o "líder proclamado" de uma gangue que "se movia como uma manada" para cometer crimes.
A polêmica e os contratempos têm acompanhado este longo julgamento por suposta conspiração criminosa desde que começou a seleção do júri, em janeiro, particularmente por conta da apresentação como prova à Justiça, por parte do Estado, das letras de rap como evidência de crime.
O estado da Geórgia, cuja capital pe Atlanta, afirma que o selo fonográfico de Young Thug, YSL, serve de fachada para uma quadrilha, argumentando que os acusados pertencem a um braço da gangue "Bloods", identificada como Young Slime Life - ou YSL.
"As provas vão demonstrar que a YSL cumpre todos os requisitos para ser uma gangue de rua criminosa", disse a promotora do condado de Fulton, Adriane Love, ao apresentar a declaração do governo, que começou citando o poema "A lei da selva", do escritor Rudyard Kipling.
Depois dos promotores, estavam previstas as alegações dos advogados do cantor. A defesa insiste em que YSL é a sigla do Young Stoner Life Records, selo de hip-hop e trap que Young Thug fundou em 2016 e que, dizem, é uma associação de artistas e não uma quadrilha de criminosos.
Young Thug, rapper de 32 anos, cujo nome de registro é Jeffery Williams, foi um dos 28 supostos membros de uma gangue de rua, incluídos originalmente em uma acusação de prática de crime organizado de maio de 2022.
Seis deles são julgados no âmbito da acusação original e negam todas as denúncias. Vários dos demais envolvidos se declararam culpados ou serão julgados em separado.
As acusações incluem uma série de crimes subjacentes que, segundo os promotores, sustentam uma acusação geral de conspiração, como homicídio, agressão, roubo de veículos, tráfico de drogas e furto.
Vestindo camisa branca, gravata preta e óculos ovais, Young Thug permaneceu sentado em silêncio na sala, enquanto o juiz Ural Glanville detalhava aos jurados as acusações contra ele e os demais acusados.
Além de sua namorada, Mariah the Scientist (Maria, a Cientista), também esteve presente Kevin Liles, diretor-executivo da 300 Entertaiment, que deu cobertura ao selo fonográfico de Young Thug, para quem o rapper e o gênero estão sendo perseguidos injustamente.
"Se fosse música country, rock, não estaríamos aqui", enfatizou.
- 'Punir a expressão dos negros' -
Liles foi um dos advogados de defesa que investiram contra a Promotoria por citar as letras das músicas como evidências de atividades criminosas.
Em visita realizada no começo do mês, Glanville deu luz verde aos promotores para incluírem as letras de 17 músicas como prova, desde que pudessem vincular seu conteúdo a crimes reais.
Os advogados de defesa tinham tentado excluir este tipo de prova, alegando que o uso das letras poderia influenciar injustamente o júri e que "o rap é a única forma de arte criativa tratada desta maneira".
A prática de examinar as letras provocou polêmica em várias ocasiões nas últimas décadas, com críticos que afirmam que é uma violação da expressão protegida pela Constituição americana, que afeta especialmente os artistas negros.
Erik Nielson, professor da Universidade de Richmond e especialista no tema, disse à AFP no começo do ano que perseguir as letras de rap "se insere em uma tradição muito mais longa de punir a expressão dos negros".
Nielson não pôde comentar diretamente o caso YSL, pois será testemunha no julgamento, mas disse que "sabemos que este assunto do rap julgado é só uma manifestação de um sistema empenhado em trancafiar jovens não brancos".
Espera-se que o julgamento se estenda até 2024.
A acusação já apresentou uma lista de centenas de possíveis testemunhas. A lista da defesa inclui testemunhas como membros da família do cantor e os rappers T.I. e Killer Mike.
O julgamento ocorre no mesmo tribunal do condado de Fulton, Geórgia, onde o ex-presidente republicano Donald Trump (2017-2021) é julgado em um caso de chantagem por supostas tentativas de anular as eleições de 2020.
A.Williams--AT