-
Terapia musical: concertos de música clássica em Nova York para pessoas com demência
-
O que se sabe sobre o acordo entre Estados Unidos e Irã?
-
Real Madrid confirma acordo com Chelsea por espanhol Marc Cucurella
-
Reino Unido proibirá acesso às redes sociais para menores de 16 anos
-
Trump se reúne com aliados do G7 após anúncio de acordo com o Irã
-
EUA e Irã anunciam acordo para o fim da guerra no Oriente Médio
-
Filho da princesa herdeira da Noruega condenado a 4 anos de prisão por estupro
-
Ataque russo mata 11 na Ucrânia e provoca incêndio em catedral de Kiev
-
Taty Almeida, símbolo das Mães da Praça de Maio, morre aos 95 anos
-
Trump celebra 80 anos com evento do UFC na Casa Branca
-
Suécia goleia Tunísia na estreia (5-1) e lidera grupo F da Copa de 2026
-
Bellingham pode ser o "fator X" da Inglaterra na Copa do Mundo, avisa Henderson
-
Enfrentar a Espanha na estreia da Copa "é um sonho", diz técnico de Cabo Verde
-
Costa do Marfim vence Equador no fim (1-0) em sua estreia na Copa do Mundo
-
Bélgica da era pós-Hazard estreia na Copa de 2026 contra o Egito de Salah
-
Japão arranca empate com Países Baixos (2-2) na abertura do Grupo F da Copa do Mundo
-
Panamá nega que será 'saco de pancadas' de seus rivais na Copa, como apontou Ibrahimovic
-
EUA e Irã anunciam acordo e fim "permanente" das operações militares
-
Uruguai estreia na Copa contra Arábia Saudita em meio a incertezas e desfalques importantes
-
Deschamps prepara França sem surpresas para estreia na Copa contra Senegal
-
Nagelsmann destaca paciência e intensidade da Alemanha na goleada sobre Curaçao
-
Messi chega à sua histórica sexta Copa do Mundo 'empolgado como sempre'
-
Fortes distúrbios em Genebra contra cúpula do G7 na França
-
'Não é uma vergonha', diz técnico de Curaçao após derrota por 7 a 1 para Alemanha
-
Cantor americano e youtuber argentino entre mortos em colisão de helicópteros no Rio
-
Fortes distúrbios em protesto em Genebra contra cúpula do G7 na França
-
Alemanha atropela Curaçao (7-1) na estreia na Copa do Mundo
-
Alívio na Suíça após rejeição de limite à imigração
-
Trump condena ataque israelense contra Beirute e garante que acordo segue próximo
-
Dembélé busca repetir na seleção francesa o bom rendimento no PSG
-
Seis mortos após colisão de helicópteros no Rio de Janeiro
-
Azarão do Grupo H, Cabo Verde quer fazer história em sua 1ª Copa do Mundo
-
Marrocos e outras federações africanas criticam Uefa por 'falta de reconhecimento'
-
Vekic derruba Raducanu e é campeã do WTA 500 de Queen's
-
Majchrzak surpreende De Minaur e é campeão do ATP 250 de 's-Hertogenbosch
-
Ben Shelton é campeão do ATP 250 de Stuttgart e conquista seu 1º título na grama
-
Irã considera 'inútil' negociar com EUA após ataque em Beirute e provoca dúvida sobre acordo
-
Hamilton conquista 1ª vitória pela Ferrari no GP de Barcelona-Catalunha de F1
-
Irã chega aos EUA para Copa do Mundo em meio à tensão geopolítica
-
Espanha de Yamal inicia busca pelo título mundial contra estreante Cabo Verde
-
Brasil de Ancelotti confirma receios nos EUA
-
Três mortos em bombardeios israelenses no sul de Beirute
-
Ofensiva russa perde força apesar dos bombardeios contra a Ucrânia
Jonathan Glazer mostra que também é possível filmar horror ao lado de Auschwitz
Armado com um bisturi, o diretor britânico Jonathan Glazer mostra com o filme "The Zone of Interest" a banalidade diária dos encarregados pelo campo de extermínio de Auschwitz, um longa-metragem arrepiante apresentado, nesta sexta-feira (19), no 76º Festival de Cannes.
O longa, que disputa a Palma de Ouro, retrata a vida do comandante do campo de concentração, Rudolf Hoss, e de sua família, em uma confortável casa com um enorme jardim bem ao lado de Auschwitz.
Do outro lado do muro podem veem-se colunas de fumaça e, ao fundo, ouvem-se tiros, às vezes, gritos e insultos.
Hoss trabalha demais, enquanto sua esposa cuida da casa e de seu belo jardim.
As crianças, vestidas em algumas ocasiões como membros da Juventude Hitlerista, brincam com soldadinhos de chumbo e, em alguns momentos, com dentes humanos.
Na obra cinematográfica, não há sequer um plano de violência. Tudo é indireto, sugerido, mas não por isso menos tenebroso.
- "Até que ponto somos como eles" -
A "zona de interesse" era a maneira como os nazistas denominavam a área de aproximadamente 40km² ao redor do enorme complexo de Auschwitz.
O filme é inspirado em um romance do britânico Martin Amis, e foi rodado em alemão. Destaca-se a esposa do comandante, interpretada pela atriz Sandra Huller ("Toni Erdmann").
Quando Hoss é convocado pelo estado-maior alemão para assumir maiores responsabilidades, sua esposa prefere ficar com as crianças nessa casa de ambiente esquizofrênico, em cujas janelas se refletem, às vezes, as chamas do enorme crematório, funcionando dia e noite.
Jonathan Glazer é judeu e explicou à AFP que há anos queria explorar essa "banalidade do mal", um termo que a filósofa e escritora Hannah Arendt tornou conhecido.
"Como conseguia dormir? O que acontece se fechar as cortinas e colocar tampões nos ouvidos? Tudo tinha que ser minuciosamente calculado", explicou na entrevista.
Glazer colheu boas críticas com o filme "Sob a Pele" (2013), com Scarlett Johansson no papel de uma mulher extraterrestre implacável com os homens.
Outro filme seu, "Reencarnação", com Nicole Kidman (2004), desestabilizava o telespectador com a história de uma mulher que acredita que seu marido morto reencarnou em um menino.
Glazer é conhecido por ter o seu próprio tempo para rodar um longa.
"Medito muito. Reflito muito sobre o que vou fazer, seja bom ou mau. Há muito ruído lá fora, não me interessa contribuir para isso", explica.
"Esse tema em particular é um assunto vasto, profundo, e muito sensível por muitas razões, e não podia abordá-lo de forma casual", acrescentou.
Um dos mais famosos filmes de ficção sobre o Holocausto é a "Lista de Schindler". Foi rodado pelo também judeu Steven Spielberg, que levou décadas para enfrentar o tema.
No caso de Glazer, o catalizador foi o romance de Amis. "Permitiu-me ganhar a distância necessária, diante do fato de estar na mesma casa que o perpetrador" do genocídio, relata.
Após o livro, precisou de dois anos de pesquisas para escrever o roteiro.
"O que motivava essas pessoas eram coisas familiares. Casas bonitas, belos jardins, filhos saudáveis, viver em um lugar bonito", comenta.
"Até que ponto somos como eles? Seria terrível admitir isso. O que nos dá tanto medo de entender?", reflete.
P.A.Mendoza--AT