Arizona Tribune - Brasileiro bate recorde mundial ao correr 188 km em esteira por 24 horas

Brasileiro bate recorde mundial ao correr 188 km em esteira por 24 horas
Brasileiro bate recorde mundial ao correr 188 km em esteira por 24 horas / foto: IVAN PISARENKO - AFP

Brasileiro bate recorde mundial ao correr 188 km em esteira por 24 horas

Tudo começou com uma pergunta durante os meses de confinamento devido à pandemia do coronavírus: "Até onde eu consigo ir?" O multiatleta brasileiro Pepe Fiamoncini, de 35 anos, alcançou um recorde curioso nesta quinta-feira (5), percorrendo 188 quilômetros em 24 horas em uma esteira.

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Fiamoncini completou o desafio às 9h00 (horário de Brasília) na Rio Academia, no Posto 10 da praia de Ipanema, no Rio de Janeiro. Ele havia iniciado sua corrida, equivalente a mais de quatro maratonas, na manhã anterior.

"Por incrível que pareça, eu comecei no esporte, 100%, durante a pandemia, que eu me vi trancado dentro de um apartamento no confinamento, no isolamento, e eu comecei a treinar e me inscrevi para fazer um Iron Man", disse Fiamoncini à AFP.

"O Ironman, para mim, era o auge da capacidade humana: 3,8 km de natação, 180 km de ciclismo e 42 km de corrida. Quando eu acabei o Ironman, eu falei: 'e agora? O que vem depois?'. Aí eu descobri o Ultraman, que é mais do que o dobro da distância", acrescentou esse "paulista com alma carioca", como o próprio se define.

Agora, ele escreverá seu nome novamente no Livro Guiness dos Recordes, assim que a organização validar o recorde após monitorar o desafio por vídeo ao vivo e analisar as informações das testemunhas.

- "Correndo sem parar no mesmo lugar" -

Em maio de 2023, ele atravessou os 170 quilômetros do Salar de Uyuni em 33 horas, quatro minutos e dez segundos, sob condições extremas: 3.600 metros acima do nível do mar e temperaturas desérticas que variavam entre 30°C durante o dia e -10°C à noite.

Foi o seu primeiro recorde. O recorde anterior era de 55 horas.

"Toda a minha equipe estava com o nariz sangrando [por conta da altitude e do ar seco]. Então, você imagina, o deserto, você só vê o horizonte na sua volta, e o pessoal com o nariz sangrando, meio 'Walking Dead'", brincou.

Ele já havia completado a icônica Travessia do Leme ao Pontal, nadando 36 quilômetros em mar aberto, no Rio.

"O físico aguenta. Agora, e a cabeça, né? (...) O que é a coisa mais chata que eu odeio?'". A resposta: "Treinar na academia, lugar fechado".

"Correndo sem parar no mesmo lugar, né?", continuou.

Em outubro do ano passado, na esteira, Fiamoncini estabeleceu seu segundo recorde: 110 quilômetros em 12 horas, um prenúncio para as 24 horas, seu terceiro recorde, durante o qual fez breves pausas para ir ao banheiro ou trocar de tênis.

E ele não pensa em parar.

O próximo desafio em mente é a Badwater, considerada a ultramaratona mais exigente do mundo, com um percurso de 217 quilômetros no Vale da Morte, na Califórnia, em temperaturas extremas que chegam a 50ºC.

N.Walker--AT