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Energia retorna ao leste de Cuba após apagão
A região leste de Cuba, onde fica Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país, foi reconectada ao sistema elétrico nacional na madrugada de quinta-feira (5), depois de enfrentar um apagão durante a noite devido a uma avaria na rede de energia, anunciou a empresa estatal de eletricidade.
Durante a madrugada, as províncias de Holguín, Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo, todas no leste da ilha, "foram sincronizadas ao sistema" elétrico nacional, explicou Félix Estrada, funcionário do Ministério de Minas e Energia.
Estrada explicou que, apesar de terem sido reconectadas, as quatro províncias enfrentarão apagões programados, devido "ao déficit de capacidade de geração" que o país enfrenta.
A 'Unión Eléctrica de Cuba' (UNE) informou na quarta-feira à noite que uma "falha na subestação Holguín 220 kV que provocou a desconexão do Sistema Elétrico na zona leste".
A UNE explicou que o dano deixou "parcialmente sem serviço a província de Holguín e afetou totalmente as províncias de Granma, Santiago de Cuba e Guantánamo".
A eletricidade "caiu por volta das 17h, mas como sempre acaba, nem sabia que era algo geral" no leste do país, contou por telefone à AFP Isabel, 28 anos, moradora de Santiago de Cuba, cidade de 400.000 habitantes.
"Conexão (com a internet) nós temos, mas tudo apagado como sempre", acrescentou a mãe de família, que informou apenas o primeiro nome.
A rede de energia elétrica cubana sofre cortes de fornecimento frequentes devido à infraestrutura antiga ou à escassez de combustível.
Desde o final de 2024, a ilha de 9,6 milhões de habitantes registrou cinco cortes de abastecimento generalizados.
Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962 e em meio a uma forte crise econômica, Cuba enfrenta há três anos uma grave escassez de combustível que afeta a produção de eletricidade.
A falta de combustível piorou depois que o presidente americano, Donald Trump, que assumiu no início de janeiro o controle do setor petrolífero da Venezuela, encerrou o fluxo de petróleo e dinheiro de Caracas para a ilha comunista.
Além disso, Trump afirmou na segunda-feira que o México deixará de fornecer petróleo a Cuba, após assinar na semana passada um decreto que ameaça impor tarifas adicionais a qualquer país que forneça petróleo à ilha.
Para justificar a política de pressão, Washington aponta uma "ameaça excepcional" que Cuba, ilha caribenha situada a apenas 150 km das costas da Flórida, representaria para a segurança nacional dos Estados Unidos.
B.Torres--AT