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Agência médica dos EUA reduzirá testes científicos em macacos
Os Estados Unidos limitarão os testes de segurança de medicamentos em macacos, informou a agência federal de regulamentação nesta terça-feira (2), enquanto o governo do presidente Donald Trump avança com seu compromisso de reduzir o uso de animais em pesquisas científicas.
Segundo um esboço de diretrizes da Administração de Alimentos e Medicamentos (FDA, sigla em inglês), modelos computacionais, cultivo de mini-órgãos em laboratório e estudos em humanos substituirão os testes de toxicidade por doses repetidas durante seis meses em macacos para anticorpos monoclonais — proteínas desenvolvidas em laboratório e usadas para tratar câncer, condições autoimunes e outras doenças.
"Estamos cumprindo nosso compromisso de eliminar os requisitos de testes em animais na avaliação de medicamentos e nossa promessa de acelerar curas e tratamentos significativos para os americanos", disse o comissário da FDA, Marty Makary, em comunicado.
Segundo a agência, programas não clínicos típicos envolvendo anticorpos monoclonais podem envolver mais de 100 macacos do gênero Macaca. Atualmente, nenhum grande símio é usado em pesquisas invasivas nos Estados Unidos.
A medida foi bem recebida por grupos defensores dos animais.
Zaher Nahle, ex-pesquisador que trabalhava com animais e agora assessor científico sênior do Center for a Humane Economy, disse à AFP que a decisão é um "passo importante".
"Esses primatas não são confiáveis para prever toxicidade, portanto é possível obter resultados iguais ou melhores em termos de precisão utilizando outras abordagens", acrescentou.
Ele observou que estudos mostram que mais de 90% dos medicamentos considerados seguros e eficazes em animais não conseguem obter aprovação para uso humano.
O anúncio da FDA segue-se a um relatório publicado no mês passado na revista Science, que indicava que os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) fecharão seus laboratórios de primatas.
A medida também ocorre em meio a esforços mais amplos das agências federais para deslocar a pesquisa com animais para tecnologias mais modernas.
H.Gonzales--AT