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EUA anuncia alianças sobre terras raras com UE, Japão e México
Os Estados Unidos anunciaram nesta quarta-feira (4) uma série de alianças sobre terras raras com a União Europeia, o Japão e o México, após uma reunião ministerial em Washington que reuniu representantes de cerca de cinquenta países.
As terras raras, 17 metais difíceis de extrair da crosta terrestre, têm uma infinidade de aplicações: desde veículos elétricos até discos rígidos, turbinas eólicas e mísseis.
Seu fornecimento representa uma preocupação crescente para os países desenvolvidos diante do papel dominante da China no setor.
No caso do México, os dois países e parceiros instauram um plano de ação para desenvolver, em 60 dias, "políticas comerciais coordenadas" que mitiguem as vulnerabilidades de acesso a esses metais, afirma um comunicado do escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
O acordo contempla um mapeamento geológico coordenado para explorar jazidas, medidas para evitar interrupções na cadeia de suprimentos e outros aspectos técnicos.
Os signatários se comprometem a "dar mais transparência ao mercado" de terras raras por meio do "intercâmbio de informações sobre a localização de potenciais jazidas", acrescenta o texto.
— Às portas da revisão do T-MEC —
Essa nova aliança ocorre a poucos meses da revisão formal do tratado de livre comércio entre Estados Unidos, Canadá e México (T-MEC), alvo de enormes tensões em razão da política tarifária do presidente Donald Trump.
"O anúncio de hoje demonstra o compromisso compartilhado de Estados Unidos e México para enfrentar as distorções do mercado global que tornaram vulneráveis a interrupções as cadeias de suprimento de minerais críticos da América do Norte", afirmou o comunicado do Representante Comercial, Jamieson Greer.
"À medida que nos aproximamos da Revisão Conjunta do T-MEC, este plano de ação é um passo importante para fortalecer a cooperação bilateral", acrescentou.
O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, e o secretário de Estado, Marco Rubio, abriram nesta quarta-feira, em Washington, essa conferência ministerial sobre terras raras, da qual participaram pelo menos cerca de cinquenta países.
— UE e Japão —
No caso da União Europeia e do Japão, os dois grandes parceiros comerciais de Washington, o objetivo é chegar a um memorando de entendimento em 30 dias.
Os Estados Unidos identificarão com México, União Europeia e Japão os minerais críticos de interesse comum e os preços mínimos para sua importação.
Rubio destacou, durante o encontro ministerial, o papel de um dos principais aliados de Washington na América Latina e no Caribe.
"A Argentina não apenas tem capacidade em termos de recursos naturais (...) não só para os Estados Unidos, mas para o mundo", declarou o chefe da diplomacia americana em entrevista coletiva.
O país sul-americano "também tem o conhecimento em processamento, o que será igualmente de importância crítica", acrescentou.
A China domina em nível mundial a produção e o processamento desses recursos naturais.
Pequim tentou, no fim do ano passado, introduzir de forma inesperada medidas de restrição às exportações de terras raras, o que provocou uma ameaça fulminante de tarifas adicionais por parte de Trump. A crise foi desativada após negociações entre as duas potências.
Ch.Campbell--AT