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Iniciativas de Trump dobrarão emissões de carbono do setor elétrico até 2035, aponta análise
A agenda de combustíveis fósseis do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, resultará na perda de US$ 700 bilhões (R$ 3,6 trilhões) em investimentos em energia limpa na próxima década, ao mesmo tempo em que dobrará a pegada climática do setor elétrico, segundo uma análise publicada nesta terça-feira (25).
O relatório, elaborado pela organização sem fins lucrativos Natural Resources Defense Council, examinou o impacto cumulativo das políticas implementadas por Trump.
O presidente americano fez campanha com a promessa de reduzir pela metade as contas dos serviços públicos durante seus primeiros 18 meses de mandato; na realidade, porém, elas subiram 16% até maio de 2026, segundo dados da Administração de Informações sobre Energia.
Entre as iniciativas de sua administração, destaca-se a lei "One Big Beautiful Bill Act" (Um Grande e Lindo Projeto de Lei), de julho de 2025, que eliminou os créditos fiscais para energia limpa.
Trump também se concentrou em apoiar a indústria de combustíveis fósseis, forçando as empresas de energia elétrica a manter usinas antigas e caras em operação para além de sua aposentadoria programada.
No geral, a agenda de Trump resultará em US$ 700 bilhões em investimentos perdidos daqui até 2035, e na perda de entre 390 e 540 gigawatts de nova capacidade de energia eólica, solar e de armazenamento de energia, segundo o relatório.
Em comparação, a capacidade instalada total da Índia atualmente gira em torno de 520 gigawatts.
Até 2035, os consumidores americanos gastarão até US$ 30 bilhões (R$ 154 bilhões) a mais por ano com eletricidade, com as contas residenciais aumentando em até 25% em algumas partes do país.
"Desde o primeiro dia desta presidência, o governo Trump declarou guerra à energia limpa, enquanto os proprietários de antigas usinas a carvão poluentes recebem subsídios e carta branca para poluir", afirmou Amanda Levin, diretora de análise de políticas do NRDC.
Intitulado "Uma Crise de Acessibilidade Criada por Trump", o relatório usou um modelo energético para comparar o impacto das políticas de Trump no setor elétrico com o das políticas vigentes antes de sua posse.
O relatório conclui que as emissões de dióxido de carbono do setor elétrico podem dobrar até 2035, ultrapassando um bilhão de toneladas métricas.
O aumento da poluição atmosférica proveniente de usinas a carvão e gás natural antigas levará a até 69.000 mortes prematuras adicionais e 85.000 atendimentos de emergência e internações hospitalares extras na próxima década, segundo o estudo.
H.Romero--AT