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Arábia Saudita promete resposta firme a ataques houthis
A Arábia Saudita prometeu nesta terça-feira (15) responder com "firmeza" após uma nova série de ataques dos houthis do Iêmen contra seu território, enquanto o Irã, que apoia os rebeldes, nega qualquer envolvimento no conflito, um novo front da guerra no Oriente Médio.
O movimento houthi infligiu nos últimos dias importantes derrotas às forças governamentais iemenitas e ao seu aliado saudita. Na semana passada, os insurgentes tomaram o controle da costa do Mar Vermelho e do Estreito de Bab al-Mandeb, de importância vital desde que a guerra entre Estados Unidos e Irã bloqueia o Estreito de Ormuz.
Os houthis também atacaram as infraestruturas petrolíferas da Arábia Saudita, o principal exportador mundial de petróleo bruto, o que deixou os preços do barril acima do patamar simbólico de 100 dólares.
Na segunda-feira, um ataque houthi no oeste do Iêmen matou oito soldados das forças governamentais, segundo duas fontes militares.
Os houthis reivindicaram um novo ataque "em larga escala com dezenas de mísseis balísticos e drones" contra a base aérea Rei Khalid, em Khamis Mushait, no sul da Arábia Saudita.
Um morador disse à AFP que ouviu "fortes explosões" que provocaram incêndios. "Na verdade, não conseguimos dormir nada", afirmou.
A coalizão militar liderada por Riade confirmou nesta terça-feira que ataques com projéteis e drones foram registrados na véspera em Khamis Mushait, Abha e Taif, e relatou 13 civis feridos.
Riade respondeu com quase 50 ataques aéreos, assim como no dia anterior, segundo os houthis. A aliança informou que "enfrentará os ataques com responsabilidade e firmeza".
O príncipe-herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, dirigente de fato do reino, recebeu na segunda-feira em Jidá o chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), o almirante Brad Cooper, para abordar "os últimos acontecimentos na região", segundo a agência de imprensa oficial saudita SPA.
- "Novo equilíbrio" -
A Arábia Saudita solicitou o adiamento de uma reunião com o Irã, que deveria acontecer na segunda-feira, em Omã, com representantes dos países do Golfo, segundo a diplomacia iraniana.
"Invocar a questão iemenita como motivo (do adiamento) é um falso pretexto", afirmou o porta-voz da diplomacia iraniana, Esmael Baqaei.
"O Irã não interfere nos assuntos iemenitas", acrescentou. Ele destacou que os houthis são "totalmente independentes (e) tomam suas decisões em função de seus próprios interesses".
A reunião deveria abordar o futuro do Estreito de Ormuz, outro ponto de passagem crucial para o comércio mundial de hidrocarbonetos, que o Irã mantém bloqueado há meses em sua guerra com os Estados Unidos.
"Apesar das fortes pressões exercidas pelos Estados Unidos, o Irã mantém um controle relativo sobre Ormuz", destaca o analista político Maziar Khosravi.
Ao mesmo tempo, os acontecimentos mais recentes no Iêmen "estabeleceram um novo equilíbrio de poder na região e, inclusive a nível internacional".
burs-anb-apz/mdh/roc/ms/arm/mvl/fp
E.Rodriguez--AT