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Quatro astronautas partem em histórica viagem da Nasa à Lua
Quatro astronautas partiram nesta quarta-feira (1º) a bordo de um enorme foguete da Nasa em uma viagem que os levará ao redor da Lua, o primeiro sobrevoo lunar tripulado em mais de 50 anos.
Com um rugido intenso que ecoou muito além da plataforma de lançamento, o foguete laranja e branco levantou voo no Centro Espacial Kennedy, no estado americano da Flórida, com três americanos e um canadense a bordo, por volta das 18h35 locais (20h35 de Brasília).
Os funcionários da Nasa e os espectadores comemoraram a decolagem da nave à medida que ela se elevava, afastando-se da Terra, um marco que finalmente se concretizou após anos de atrasos e enormes custos adicionais. “Vamos para a Lua!”, exclamou um dos espectadores.
Oito minutos depois do lançamento, a cápsula Orion se desprendeu, como previsto, da primeira parte do foguete SLS, que a impulsionou ao espaço e a colocou em órbita terrestre.
Espera-se que essa odisseia espacial dure aproximadamente 10 dias. A tripulação inclui os americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, e o canadense Jeremy Hansen.
Durante as verificações finais antes de ser dada luz verde ao lançamento da Artemis II, os astronautas pronunciaram breves palavras: “Vamos em nome de toda a humanidade”, disse Hansen.
A diretora de lançamento da Artemis, Charlie Blackwell-Thompson, dirigiu-se diretamente aos astronautas: “Reid, Victor, Christina e Jeremy: nesta missão histórica vocês levam com vocês o coração desta equipe da Artemis, o espírito audaz do povo americano e de nossos parceiros em todo o mundo, e as esperanças e os sonhos de uma nova geração. Boa sorte”.
O clima não foi totalmente perfeito, mas chegou perto, com 90% de probabilidade de condições adequadas para a decolagem.
Os quatro astronautas permanecerão agora ao redor da Terra para realizar uma série de testes, antes de seguirem na quinta-feira rumo à Lua, situada a mais de 384.000 quilômetros do planeta.
Eles também colocarão à prova suas capacidades de pilotagem manual durante simulações de acoplamento.
- Contratempos repetidos -
A viagem estabelece uma série de marcos históricos. A primeira pessoa negra, a primeira mulher e o primeiro não americano participam de uma missão lunar.
Se a missão transcorrer segundo o previsto, os astronautas vão bater um recorde, ao se aventurar mais longe da Terra que qualquer ser humano antes.
Também é o primeiro voo tripulado do novo foguete lunar da Nasa, batizado como Space Launch System (SLS).
O gigantesco foguete é projetado para permitir que os Estados Unidos retornem de forma reiterada à Lua, com o objetivo de estabelecer uma base permanente que sirva como uma plataforma para futuras missões de exploração.
O lançamento da missão estava inicialmente previsto para fevereiro. Mas contratempos repetidos o frearam e, inclusive, obrigaram o retorno do foguete ao seu hangar para análises e reparos.
Segundo as autoridades locais, esperava-se que cerca de 400.000 pessoas se reunissem perto da chamada Costa Espacial para testemunhar a histórica decolagem.
- Trump: "ALÉM DAS ESTRELAS" -
O programa Artemis foi marcado por atrasos e enormes custos extras. E também está sob a pressão do presidente americano, Donald Trump, que acelerou o ritmo desse projeto ambicioso, cuja meta é ver pegadas na superfície lunar antes de 2029, quando termina seu segundo mandato.
Os objetivos da Artemis II incluem verificar que tanto o foguete quanto a nave espacial estejam em perfeito estado de funcionamento, com a esperança de abrir o caminho para um retorno e uma alunissagem em 2028.
Esse prazo gera ceticismo entre os especialistas, em parte porque depende dos avanços tecnológicos do setor privado.
A atual era de esforços para chegar à Lua nos Estados Unidos tem sido descrita frequentemente como um empenho para competir com a China, que pretende levar humanos à Lua até 2030.
Trump, que nesta quarta se preparava para se dirigir ao país em um discurso sobre a guerra no Oriente Médio, encontrou tempo para deixar uma mensagem nas redes sociais antes do lançamento.
"Estamos VENCENDO, no Espaço, na Terra e em todos os pontos intermediários - Economicamente, Militarmente e agora, ALÉM DAS ESTRELAS. Ninguém se aproxima de nós! Os Estados Unidos mão só competem, DOMINAMOS, e o mundo inteiro está olhando", publicou o presidente em sua plataforma Truth Social.
W.Morales--AT