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Agentes federais fazem buscas na casa da congressista Ilhan Omar, crítica de Trump
Agentes federais americanos fizeram buscas nesta segunda-feira (12) na residência da congressista democrata Ilhan Omar, em Washington, como parte de uma investigação criminal, informaram as autoridades, em uma escalada do confronto entre o presidente Donald Trump e a parlamentar.
Omar afirmou estar "bem" após a operação policial e acusou o governo de perseguir seus adversários políticos, três semanas antes de disputar a reeleição nas eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro.
A operação foi conduzida por agentes do Homeland Security Investigations (HSI), braço investigativo da agência de imigração americana, segundo a Fox News, que citou fontes familiarizadas com o caso.
"Que não haja dúvidas: trata-se de uma tentativa de atacar os inimigos políticos e de usar as forças federais de segurança como arma", escreveu Omar no X.
"Durante dez anos, Trump me atacou com mentiras infundadas e campanhas de difamação. Esta é apenas a mais recente escalada em sua campanha de intimidação política."
A emissora informou que a operação estava relacionada a uma investigação criminal por fraude envolvendo documentos de imigração apresentados em nome da congressista, nascida na Somália, por seu falecido pai, quando ela era criança.
Trump mencionou Omar horas depois da operação e disse que ela estava sendo investigada “com muito cuidado”.
“Pessoalmente, sempre me pareceu uma pessoa totalmente desonesta, mas isso não tem nada a ver comigo. Acho que é uma pessoa horrível, alguém que só se dedica a reclamar. Ela vem de um país que não é um país”, disse a jornalistas na Casa Branca.
O responsável pelo controle das fronteiras no governo Trump, Tom Homan, disse à Fox News que não daria detalhes antes de um anúncio oficial, mas confirmou que "a investigação está em andamento há algum tempo" e que "um mandado judicial foi cumprido esta manhã".
Veículos de imprensa americanos citaram o Departamento de Justiça, que confirmou que agentes realizaram uma operação de busca autorizada pela Justiça na região de Washington, mas as autoridades não identificaram Omar nem revelaram a natureza da investigação.
Segundo a Fox News, as buscas teriam começado por volta das 6h (horário local), e vários agentes com jaquetas do HSI foram vistos em frente à residência da parlamentar.
Não foram divulgadas acusações contra Omar após as buscas.
- Democrata de esquerda -
Omar, de 44 anos, é uma democrata de esquerda e crítica ferrenha de Trump, particularmente da ampla ofensiva de seu governo contra a imigração. O presidente republicano entrou em confronto repetidas vezes com Omar.
A operação desta manhã provocou uma condenação unânime entre os colegas democratas de Omar.
O líder democrata na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, e sua equipe classificaram as buscas como "profundamente preocupantes", devido ao "uso corrupto e contínuo do governo federal contra os adversários de Donald Trump".
Entre os republicanos, houve amplo apoio a Trump. A congressista Nancy Mace afirmou que, se a fraude fosse comprovada, Omar deveria perder a cidadania americana e ser deportada. "NINGUÉM está acima da lei", escreveu no X.
Omar foi eleita pela primeira vez para a Câmara dos Representantes em 2018 e representa um distrito que inclui Minneapolis, onde vive uma importante comunidade somali.
P.Hernandez--AT