Arizona Tribune - Premiê britânico acusa Rússia de interferência durante referendo do Brexit em 2016

Premiê britânico acusa Rússia de interferência durante referendo do Brexit em 2016
Premiê britânico acusa Rússia de interferência durante referendo do Brexit em 2016 / foto: Christopher Furlong - Pool/AFP/Arquivos

Premiê britânico acusa Rússia de interferência durante referendo do Brexit em 2016

O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, declarou nesta segunda-feira (12) que está "claro" que a Rússia interferiu no referendo do Brexit em 2016, o que reacendeu as acusações sobre a ingerência russa.

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Burnham foi o primeiro chefe de governo britânico a levantar a ideia de uma possível reintegração do Reino Unido à União Europeia desde o Brexit.

"Ao chegar a Downing Street, fiz a seguinte pergunta: houve interferência da Rússia no referendo de 2016? E recebi uma resposta clara: sim, houve", declarou Andy Burnham no podcast "The Rest Is Politics", divulgado nesta segunda-feira.

"É importante estabelecer claramente esses fatos (...) e ajudar os eleitores da Alemanha e da França a compreender que parte dessa dinâmica política está sendo alimentada por nossos inimigos, ou seja, a Rússia", explicou o líder trabalhista, que assumiu a chefia do país em julho.

O secretário de Estado das Relações Exteriores, Stephen Doughty, afirmou que as tentativas de Moscou de interferir no referendo de 2016 não foram bem-sucedidas.

Andy Burnham anunciou em setembro que o Reino Unido criaria uma organização encarregada de combater a desinformação proveniente de "atores hostis", como a Rússia. Além disso, afirmou no podcast que o chanceler alemão, Friedrich Merz, lhe disse que a AfD, partido anti-imigração e pró-Rússia, era claramente financiada por Moscou.

Nesta segunda-feira à tarde, o primeiro-ministro abordará no Parlamento britânico a questão do Brexit e a relação entre Londres e Bruxelas, e instará os deputados a serem pragmáticos e a trabalharem por uma aproximação com a União Europeia.

O político trabalhista declarou que seria "uma falha no cumprimento de (seu) dever virar as costas para a possibilidade de concluir um novo acordo com a União Europeia, capaz de estimular o crescimento econômico e combater a imigração ilegal", segundo um comunicado de seu gabinete.

P.A.Mendoza--AT