-
Greta Thunberg critica Ed Sheeran por controvérsia sobre comentários pró-palestinos
-
Renault investirá mais € 319 milhões no Brasil com a chinesa Geely
-
Anistia Internacional acusa Irã de 'crimes contra a humanidade' durante protestos de 2022
-
Líder da UE propõe status de 'membro associado' para o Canadá
-
Líbano quer acordo com Israel e desarmar o Hezbollah sem confronto, diz presidente
-
Desabamento de edifício em Gaza deixa 20 mortos e dezenas de desaparecidos
-
Papa faz alerta contra a dependência dos algoritmos
-
UE propõe proibição das redes sociais aos menores de 13 anos
-
Três mortos em acidente de helicóptero de notícias em Los Angeles
-
CEO da Meta rejeita apelos para desacelerar o desenvolvimento da IA
-
Arábia Saudita acusa houthis de ataque contra Meca
-
EUA prepara pacote de armas bilionário para Israel (imprensa)
-
Assassinatos de ativistas ambientais dobraram em 2025 no Brasil (Global Witness)
-
Fluminense perde para Platense (2-1), mas avança à semifinal da Libertadores
-
Artistas abandonam turnê de Ed Sheeran em apoio a rapper pró-Palestina
-
Técnico da Venezuela deixa Soteldo e Savarino fora de amistosos na Ásia
-
Real Madrid vence Elche com gol salvador de Espí
-
Salvadorenhos denunciam perda de direitos sob governo Bukele
-
Presidente da Finlândia afirma à AFP que Trump "fez bem à Otan"
-
Democratas acusam diretor do FBI de intimidar jornalistas
-
Liverpool elimina Tottenham na Copa da Liga Inglesa; Arsenal também avança
-
Riade e Cairo exigem livre navegação no Mar Vermelho ante bloqueio de rebeldes do Iêmen
-
Messi se despedirá da Argentina em amistoso em outubro, em Buenos Aires
-
México autoriza entrada de militares dos EUA para treinamento
-
Trump anuncia fechamento do Kennedy Center após juiz vetar rebatizá-lo com seu nome
-
Promotores não pedirão pena de morte para filho do cineasta Rob Reiner
-
Lens demite técnico Dino Toppmöller após seis jogos
-
Guerra com Irã custou US$ 38 bi aos EUA, diz Escritório do Orçamento do Congresso
-
Alex Saab, ex-aliado de Maduro, se declara culpado de lavagem de dinheiro nos EUA
-
James Rodríguez anuncia aposentadoria da seleção da Colômbia
-
Helen Mirren mergulha na psicologia de Patricia Highsmith em 'A Talent For Murder'
-
Argentina anuncia primeiros amistosos após saída de Messi
-
Empresa de IA Mistral critica atores que buscam 'fortalecer sua posição no mercado'
-
Juiz decide que nome de Trump não pode ser reincorporado ao Kennedy Center
-
Morre aos 85 anos, em Paris, documentarista chileno Patricio Guzmán
-
OpenAI, Anthropic e Google buscam criar órgão de supervisão de riscos da IA
-
Nairóbi será sede do Mundial de Atletismo em 2029, o primeiro na África
-
Itália e Espanha mantêm controle de fronteiras após crise migratória em Ceuta
-
Volta às aulas marcada pelo medo em região devastada por terremotos na Venezuela
-
Trump critica decisão 'horrível' da Suprema Corte sobre voto por correio
-
Camp Nou será sede da final da Liga dos Campeões de 2029
-
Arábia Saudita e Egito exigem livre navegação no Mar Vermelho diante de bloqueio de rebeldes do Iêmen
-
Ex-funcionário do Google afirma que 'a IA tem o potencial de nos matar'
-
Justiça francesa condena auxiliar escolar por abusos sexuais de crianças
-
Canadá continuará sendo o 'parceiro mais importante' dos EUA em áreas-chave, diz primeiro-ministro
-
Arquiteto chinês Ma Yansong harmoniza natureza com 'sensação futurista'
-
STF inicia sessão inédita com Moraes na mira
-
Ex-presidente filipino Duterte sofre de perda significativa de memória, diz sua defesa
-
'Está nos deixando mais burros', população mundial divide opiniões sobre a IA
Islândia em suspense após fechamento das urnas em referendo sobre possível adesão à UE
Os islandeses votaram neste sábado (29) em um referendo apertado sobre a retomada ou não das negociações para ingresso na União Europeia, com o resultado ainda indefinido e acompanhado com atenção em Bruxelas.
As urnas fecharam às 22h, no horário local (19h de Brasília).
Diante da ausência de pesquisas de boca de urna e como a contagem dos votos só começou depois do fechamento das urnas, podem se passar várias horas até que se saiba com clareza se o "Sim" ou o "Não" prevalecerá.
O país de apenas 400 mil habitantes solicitou adesão à UE após a crise financeira de 2009, que devastou sua economia. Mas as negociações foram suspensas em 2013, com a chegada ao poder de um governo eurocético.
Neste sábado, os 273 mil eleitores da Islândia foram chamados a responder à pergunta: "A Islândia deve retomar as negociações de adesão à União Europeia?"
A expectativa é de um resultado muito apertado.
Se o Sim vencer, um acordo de adesão deverá ser negociado com Bruxelas, que terá de ser aprovado em um novo referendo.
A pesca, que representa quase 40% das exportações do país, surge como um dos principais pontos de atrito. Reykjavik quer manter o controle exclusivo do setor, sem se submeter, portanto, a cotas anuais estabelecidas por Bruxelas, que afirma estar disposta a encontrar "soluções criativas".
O resultado é apontado como muito apertado, segundo a última pesquisa da Maskina, publicada na sexta-feira e que dá ao Sim uma estreita maioria de 50,4%, ou seja, dentro da margem de erro.
Tecnicamente, o resultado do referendo não é vinculante, mas o governo de coalizão liderado pela primeira-ministra social-democrata Kristrún Frostadóttir prometeu respeitar a consulta.
"A disputa foi acirrada, extremamente emocionante", afirmou a premiê depois de votar.
A campanha "permitiu relançar o debate sobre a União Europeia, sobre o lugar da Islândia no mundo e, de maneira mais ampla, sobre seu posicionamento geopolítico", avaliou.
O governo convocou uma coletiva de imprensa para domingo.
Se o grupo do "Não" vencer, o governo já prometeu não retomar as negociações de adesão durante seu mandato, que se estende até 2028. Analistas políticos afirmaram que é pouco provável que o governo renuncie.
Com a economia da Islândia em plena prosperidade, alguns eleitores não veem motivos para considerar uma adesão à UE, sobretudo porque o país já tem acesso ao mercado único por sua participação no Espaço Econômico Europeu (EEE).
"Não precisamos que Bruxelas nos governe. Podemos nos virar sozinhos. Há apenas cem anos éramos um dos países mais pobres da Europa; agora somos um dos mais prósperos", comentou Elias Theodorsson, empresário de 65 anos.
O outro lado dessa prosperidade é uma inflação e taxas de juros disparadas.
Algumas famílias pagam juros de até 9% em suas hipotecas, o que torna muito atraente a perspectiva de ingressar na zona do euro, com taxas de juros muito mais baixas.
"A diferença é enorme." Ter um crédito mais barato "mudaria muito as coisas para minha família", disse Alexandra Yr van Erven, funcionária de uma universidade de 32 anos.
- A geopolítica, um fator novo -
No cenário global, o retorno da guerra à Europa com a invasão russa da Ucrânia abalou as doutrinas de segurança no continente.
Outros dois países nórdicos, Suécia e Finlândia, abandonaram sua tradicional neutralidade e aderiram à Otan, da qual a Islândia foi um dos membros fundadores em 1949.
Além disso, a imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua ameaça de anexar a vizinha Groenlândia ao seu país representam uma nova preocupação para os islandeses.
"Os fundamentos (do debate) são principalmente de ordem interna, mas o segundo mandato de Donald Trump e as mudanças geopolíticas que o acompanham tiveram um impacto significativo", explicou à AFP Eirikur Bergmann, professor de Ciência Política da Universidade de Bifröst.
Segundo ele, "as pessoas começam a questionar a validade do acordo" de Defesa com os Estados Unidos.
A Islândia está estrategicamente localizada na região subártica, não possui Exército e depende da Otan e de um acordo bilateral de 1951 com os Estados Unidos para sua defesa.
O resultado do referendo será acompanhado de perto pela UE, que desde 1995 não recebe um país rico e contribuinte líquido para seu orçamento.
R.Lee--AT