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EUA e Coreia do Sul concluem exercícios militares
As manobras conjuntas entre os Exércitos da Coreia do Sul e dos Estados Unidos terminaram nesta sexta-feira (21), informou à AFP uma fonte militar, depois que o presidente americano Donald Trump ordenou repentinamente a redução dos exercícios anuais.
"As manobras terminaram", declarou uma fonte do Exército sul-coreano. Inicialmente, as manobras deveriam prosseguir até 27 de agosto.
No domingo, Donald Trump surpreendeu a aliada Coreia do Sul ao afirmar que os exercícios anuais enviavam à Coreia do Norte "um sinal totalmente inapropriado e hostil".
Ao mencionar sua "relação muito boa" com o líder norte-coreano Kim Jong Un, Trump anunciou uma redução "considerável" da participação dos Estados Unidos nas manobras anuais destinadas a simular combates contra as tropas de Pyongyang.
Na quarta-feira, o presidente americano declarou a jornalistas na Casa Branca que pretende se reunir este ano com o líder norte-coreano.
Também destacou que era importante "se dar bem" com o reservado dirigente, antes de afirmar que Pyongyang dispõe atualmente de 57 armas nucleares "muito poderosas", enquanto Seul calcula que a Coreia do Norte possui entre 80 e 120 armas nucleares.
O ministro da Defesa da Coreia do Sul, Ahn Gyu-back, declarou que Seul continua contrário ao reconhecimento da Coreia do Norte como um Estado com armas nucleares.
Ao ser questionado se Washington havia "renunciado" à desnuclearização da Coreia do Norte, o ministro respondeu que não acreditava na possibilidade.
Kim Yo Jong, a influente irmã do líder norte-coreano, afirmou na quinta-feira que a Coreia do Sul estava recebendo "o que merece" com a decisão dos Estados Unidos de reduzir a participação nas manobras conjuntas.
H.Gonzales--AT