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Zelensky se reúne com Trump em busca de mais apoio contra a Rússia
O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelensky, reuniu-se, nesta terça-feira (28), com seu homólogo americano, Donald Trump, em busca de apoio diplomático e militar na sua guerra contra a Rússia.
O encontro, realizado a portas fechadas, durou cerca de uma hora.
Ucrânia e Rússia vêm intensificando seus ataques mútuos, enquanto os esforços diplomáticos liderados pelos Estados Unidos para pôr fim ao conflito, que já dura mais de quatro anos, permanecem estagnados.
Zelensky teve recentemente uma reaproximação com Trump, que neste mês ofereceu a Kiev licenças para fabricar os sistemas de defesa aérea Patriot e sugeriu que os ataques ucranianos contra a Rússia poderiam ajudar a encerrar a guerra.
Espera-se que Zelensky tente obter suprimentos de mísseis antibalísticos durante a visita, além de retomar os diálogos paralisados para pôr fim aos combates, disse à AFP um funcionário ucraniano sob condição de anonimato.
"Nossa prioridade número um é a defesa antibalística e a cooperação estratégica com os Estados Unidos", afirmou Zelensky no X ao anunciar sua chegada ao país.
O último mês foi o mais mortal para civis na Ucrânia desde abril de 2022. Só em julho, Moscou já lançou 120 mísseis balísticos e antinavios de alta velocidade contra a Ucrânia, dos quais apenas 35 foram interceptados, segundo a força aérea ucraniana.
Para efeito de comparação, a Rússia disparou entre 250 e 320 mísseis balísticos em todo o ano de 2024, de acordo com estimativas de especialistas.
"É crucial que Washington aprove a aquisição de um pacote de mísseis Patriot. Isso é muito importante", sustentou o funcionário ucraniano.
As relações entre Zelensky e Trump têm sido há muito tempo tensas, por vezes turbulentas, mas o presidente americano tem demonstrado nas últimas semanas maior complacência com seu homólogo ucraniano.
Espera-se que Zelensky também participe de uma cerimônia em memória do senador republicano Lindsey Graham, firme defensor da Ucrânia, que morreu neste mês aos 71 anos, informou o funcionário ucraniano.
H.Romero--AT