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As principais bases que abrigam Forças Armadas dos EUA no Oriente Médio
Em sua guerra com os Estados Unidos, o Irã atacou bases no Oriente Médio onde estão estacionadas tropas americanas. Estes são alguns dos principais locais na região que dependem do Comando Central das Forças Armadas dos EUA.
Elizabeth Dent, pesquisadora do Washington Institute for Near East Policy, apontou que as bases no Oriente Médio que abrigam tropas americanas "podem apoiar uma ampla gama de missões”.
O Irã, ao justificar suas próprias represálias, acusou os países do Golfo de permitirem que os Estados Unidos utilizem as bases para lançar ataques, algo que, segundo Dent, é provável, embora "não seja exato o argumento recorrente de Teerã de que essas bases são por natureza ofensivas".
- Bahrein -
O pequeno reino abriga a Quinta Frota da Marinha dos EUA e o quartel-general das Forças Navais do Comando Central dos Estados Unidos.
O porto de águas profundas do Bahrein pode receber os maiores navios militares americanos, como porta‑aviões, e a Marinha dos EUA utiliza a base desde 1948, quando ela era operada pela Marinha Real britânica.
Navios americanos, incluindo navios caça-minas e de apoio logístico, têm seu porto-base no Bahrein.
O reino sofreu intensos ataques iranianos e, no início da guerra, Manama evacuou temporariamente o bairro que abriga a Quinta Frota quando foi alvo de bombardeios.
- Iraque -
O Iraque é um aliado próximo do Irã, mas também um parceiro estratégico dos Estados Unidos.
As tropas americanas estão destacadas como parte da coalizão liderada pelos EUA para combater o grupo Estado Islâmico na região setentrional do Curdistão iraquiano, principalmente no aeroporto de Erbil e na base aérea de Al‑Harir.
A coalizão se prepara para concluir sua missão no Iraque no fim de setembro. Grupos iraquianos apoiados pelo Irã atacaram instalações americanas, incluindo missões diplomáticas em Bagdá e Erbil, mais de 600 vezes durante a guerra. Na semana passada, um militar americano morreu no norte do Iraque durante a detonação controlada de restos de munição não detonada de um drone iraniano abatido.
- Jordânia -
Embora o Irã costume se referir a "bases americanas" na Jordânia, Amã e Washington sustentam que se tratam de bases jordanianas que abrigam tropas dos EUA.
Nos dias que antecederam os bombardeios de 28 de fevereiro contra o Irã, que desencadearam a guerra, os Estados Unidos teriam deslocado dezenas de aeronaves militares para a base aérea Muwaffaq Salti, na Jordânia, onde também se encontram outras forças ocidentais.
A base abriga caças F‑16, F‑15 e F‑35, bem como aviões-tanque e de reconhecimento, drones e sistemas de defesa aérea Patriot e THAAD.
Ataques iranianos mataram recentemente três militares norte-americanos na Jordânia.
"Nos últimos anos, em grande medida devido à crescente rede de mísseis, drones e grupos aliados do Irã, os Estados Unidos optaram por um modelo de bases mais ágeis no lado ocidental da região do Oriente Médio", em Israel e na Jordânia, segundo Dent, ex-diretora para o Golfo e a Península Arábica na Secretaria de Defesa dos EUA.
- Kuwait -
Os Estados Unidos mantêm uma importante presença militar no Kuwait desde que se mobilizaram para ajudar o país aliado após a invasão iraquiana de 1990.
O Kuwait dispõe de várias bases americanas, incluindo o Campo Arifjan, onde se encontra o quartel-general avançado do componente terrestre do Comando Central dos EUA.
A base aérea Ali al‑Salem abriga a 386ª Ala Aérea Expedicionária, que funciona como principal centro de transporte aéreo e para fornecer poder de combate às forças conjuntas e da coalizão na região.
Washington também deslocou drones, incluindo MQ‑9 Reaper, para o Kuwait. Seis militares americanos morreram ali desde o início da guerra, além de quatro soldados e guardas-fronteiriços kuwaitianos.
- Catar -
O Catar abriga a base aérea Al Udeid, que inclui componentes avançados do Comando Central dos Estados Unidos, bem como forças aéreas e forças de operações especiais.
A maior base americana no Oriente Médio recebe aviões de combate em rotação e a 379ª Ala Aérea Expedicionária, que dispõe de meios de transporte, reabastecimento aéreo, inteligência, vigilância, reconhecimento e evacuação médica.
O Irã atacou Al Udeid durante a guerra atual, depois de tê‑la atingido pela primeira vez em junho de 2025, após bombardeios americanos contra instalações nucleares iranianas.
- Emirados Árabes Unidos -
A base aérea Al Dhafra, nos Emirados, abriga a 380ª Ala Aérea Expedicionária dos EUA, uma força composta por 10 esquadrões de aeronaves que inclui também drones como os MQ‑9 Reaper.
Aviões de combate já passaram pela base de Al Dhafra, que também é o centro da Força Aérea ‑americana para treinamento avançado em guerra aérea.
- Arábia Saudita -
As forças americanas retornaram à Arábia Saudita em 2019 após um acordo bilateral. O reino não tem bases dos EUA, mas abriga tropas na sua base aérea Príncipe Sultão, em Al‑Kharj, nos arredores de Riade, que acolhe a 378ª Ala Aérea Expedicionária e já foi alvo de ataques.
Um militar americano na Arábia Saudita morreu após sofrer ferimentos em um ataque iraniano em março.
Apesar dos ataques mortais, o especialista em Oriente Médio da Chatham House, Neil Quilliam, afirmou que não espera que os Estados do Golfo cogitem reduzir a presença militar americana, "embora Washington provavelmente reconsidere sua postura militar na região".
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Ch.P.Lewis--AT