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Trump diz que acordo com Irã está 'negociado em grande parte'
O presidente Donald Trump informou neste sábado que os Estados Unidos e o Irã haviam "negociado em grande parte" um acordo, mas que ele ainda estaria sujeito à aprovação final de ambos os países e de outros da região.
O rascunho do acordo inclui a reabertura do Estreito de Ormuz, publicou Trump na plataforma Truth Social, após conversar por telefone com líderes dos países do Golfo, entre eles Arábia Saudita, Emirados Árabes, Catar, Egito, Jordânia e Bahrein, citou o presidente.
Trump informou que conversou separadamente com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, após falar com os líderes do Golfo. "Tive uma conversa telefônica com Netanyahu que também foi muito boa", publicou Trump em sua plataforma.
"Os aspectos finais e detalhes do acordo estão sendo discutidos e serão anunciados em breve", informou o americano, após funcionários do Irã afirmarem que ainda há divergências entre as partes e que a polêmica em torno de seu programa nuclear não seria incluída nas conversas iniciais.
O porta-voz da chancelaria iraniana, Esmaeil Baqaei, citou uma "tendência à aproximação", mas disse que "isso não significa necessariamente que Irã e Estados Unidos vão chegar a um acordo sobre as questões importantes".
- 'Ato de loucura' -
No começo do dia, o negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, havia alertado para uma resposta "esmagadora" caso o presidente dos Estados Unidos retomasse a guerra, e o acusou de sabotagem com "exigências excessivas".
"Nossas Forças Armadas foram reconstruídas durante a trégua, de tal maneira que, se Trump cometer outro ato de loucura e reiniciar a guerra, o resultado será certamente mais esmagador e amargo para os Estados Unidos do que no primeiro dia da guerra", publicou Ghalibaf, que também o é presidente do Parlamento iraniano, nas redes sociais.
Ghalibaf deu essas declarações após se reunir em Teerã com o comandante do Exército paquistanês, Asim Munir, uma figura-chave dos esforços internacionais para negociar o fim da guerra, que começou após Estados Unidos e Israel atacarem o Irã em 28 de fevereiro.
- 'Nem guerra nem paz' -
A estagnação deixou os cidadãos iranianos em um limbo. "O estado de 'nem guerra nem paz' é muito mais repugnante do que a própria guerra", disse à AFP Shahrzad, 39, que vive em Teerã.
"Você nem consegue planejar algo tão simples, como se matricular em uma academia, muito menos coisas importantes. Estou prestes a começar um novo trabalho e tenho medo de que a guerra possa voltar, que eu acabe largando o emprego como antes e acabe fugindo para outra outra cidade por medo", confessou.
Em conversa com o secretário-geral da ONU, António Guterres, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, reclamou das "posições contraditórias e repetidas exigências excessivas" de Washington.
Araghchi manteve uma série de conversas diplomáticas e falou com seus pares de Turquia, Iraque, Catar e Omã, informou a Irna.
Trump também conversou hoje com o emir do Catar, xeque Tamim bin Hamad Al-Thani, cujo escritório informou que ele havia expressado ao presidente dos Estados Unidos seu apoio a "todas as iniciativas encaminhadas para conter a crise por meio do diálogo e da diplomacia".
No Líbano, os ataques israelenses continuavam, apesar de um cessar-fogo em vigor entre Israel e o grupo Hezbollah desde meados de abril.
burx-roc/ega/dbh/pb/ahg/rm/aa-lb
A.Moore--AT