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Primeira-ministra da Letônia renuncia após polêmica sobre incursão de drones ucranianos
A primeira-ministra da Letônia, Evika Silina, renunciou nesta quinta-feira (14) após perder o apoio crucial de um aliado de sua coalizão, em uma crise política desencadeada pela incursão acidental de drones ucranianos e por falhas na defesa aérea.
O governo passou a ser minoria no Parlamento depois que Silina destituiu o ministro da Defesa, Andris Spruds, a quem responsabilizou por não ter acionado com rapidez suficiente os sistemas antidrones.
O partido de esquerda do ex-ministro, os Progressistas, retirou então o apoio ao Executivo, que passou a contar com 41 dos 100 assentos.
A crise estourou após a queda de dois drones ucranianos em 7 de maio no território desse pequeno país báltico, membro da Otan e da União Europeia, depois de terem atravessado o espaço aéreo russo.
A Ucrânia assegurou que os aparelhos participavam de ataques contra alvos na Rússia, mas foram desviados por interferências eletrônicas da defesa russa.
Um deles provocou um incêndio em um antigo local de armazenamento de petróleo no leste do país, sem causar vítimas. Outro drone ucraniano já havia caído na Letônia em 25 de março.
Os incidentes, semelhantes a outros ocorridos na Estônia e na Lituânia desde 2022, não deixaram vítimas, mas evidenciaram as limitações da defesa aérea letã.
"Temos plena consciência do momento em que estamos vivendo. A guerra brutal que a Rússia desencadeou na Ucrânia altera a situação de segurança em toda a Europa", disse Silina após anunciar sua renúncia.
O presidente letão, Edgars Rinkevics, iniciará agora consultas para formar um novo governo. Na quarta-feira, ele havia se reunido em Bucareste com seu homólogo ucraniano, Volodimir Zelensky, que anunciou o envio de especialistas e equipamentos para reforçar a defesa aérea da Letônia.
T.Wright--AT