-
Homem mata canadense baleada e comete suicídio em complexo de pirâmides no México
-
Charles III presta homenagem à sua mãe Elizabeth no centenário de seu nascimento
-
Victor Wembanyama é eleito Defensor do Ano da NBA
-
Anistia Internacional alerta que líderes 'predadores' buscam impor nova ordem mundial
-
Com Scudetto quase garantido, Inter enfrenta Como nas semis da Copa da Itália
-
Turista canadense morre em ataque a tiros em complexo de pirâmides no México
-
Wolverhampton confirma seu rebaixamento para a 2ª divisão inglesa
-
Alcaraz, Lamine Yamal e Sabalenka recebem Prêmio Laureus 2026
-
Suprema Corte dos EUA examinará caso de escolas católicas excluídas de financiamento estadual
-
Lens: a um passo da final da Copa da França e da história
-
Centenas de turistas ficam presos em mirante no Rio durante operação policial
-
Alcaraz diz que não vai forçar para disputar Roland Garros
-
Time de futebol suíço FC Basel recusa show de Kanye West em seu estádio
-
Fórmula 1 anuncia mudanças nas regras após críticas de vários pilotos
-
Candidatos de campos opostos disputam vaga no 2º turno das presidenciais no Peru
-
Ambientalista premiada prevê 'início do fim' dos combustíveis fósseis na Colômbia
-
Técnico alemão Marco Rose vai substituir Iraola no Bournemouth
-
Israel está replicando 'linha amarela' de Gaza no sul do Líbano?
-
Cafu diz confiar em bom desempenho da seleção brasileira na Copa do Mundo
-
Diretor do FBI processa revista dos EUA por US$ 250 milhões
-
Rapper D4vd é acusado pelo assassinato de uma adolescente nos EUA
-
Premiê britânico admite erro ao nomear político ligado a Epstein como embaixador nos EUA
-
Cinquenta feridos e 63 presos em tumultos no clássico paraguaio Olimpia-Cerro Porteño
-
Merz e Lula se opõem a intervenção dos EUA em Cuba
-
Elon Musk ignora chamado da Justiça francesa em caso sobre X e Grok
-
Três latino-americanos e um africano aspiram liderança da ONU
-
Bonucci sonha com Guardiola como técnico da seleção italiana
-
Arbeloa defende Mbappé das críticas: "Foi uma ameaça constante à defesa adversária"
-
Morre, aos 86 anos, o ator argentino Luis Brandoni
-
Konaté diz estar "próximo" de renovar contrato com Liverpool
-
Hagi, novo técnico da Romênia, quer "vencer todas as partidas"
-
Cultura rebelde japonesa revive impulsionada por reality show
-
Pai de Amy Winehouse perde ação contra amigas da filha que leiloaram objetos da artista
-
Ex-presidente Radev, aberto ao diálogo com a Rússia, vence eleições na Bulgária
-
Colômbia recebe encontro inédito para abandonar combustíveis fósseis
-
Por que é tão difícil abandonar o petróleo?
-
Papa tem recepção calorosa no leste de Angola
-
O filme sobre Michael Jackson, uma cinebiografia supervisionada pela família
-
Incerteza sobre negociações entre EUA e Irã a dois dias do fim da trégua
-
Ex-presidente Radev vence eleições legislativas na Bulgária
-
Oito crianças morrem baleadas por violência doméstica nos EUA
-
Irã não pretende participar de diálogos com EUA no Paquistão
-
O Exterminador do Futuro, versão Usain Bolt: robôs superam humanos em Pequim
-
Kane, Díaz, Olise, Karl, Neuer... Os protagonistas do título do Bayern
-
Milei afirma que guerra de Israel e EUA contra Irã é 'o correto'
-
Com gol de Endrick, Lyon vence na visita ao PSG (2-1) e deixa título em aberto
-
City vence Arsenal (2-1) e reacende disputa pelo título da Premier League
-
Bayern de Munique vence Stuttgart (4-2) e é campeão alemão pela 35ª vez
-
Milan vence na visita ao Verona (1-0) e praticamente garante vaga na Champions
-
Arthur Fils vence Rublev e conquista ATP 500 de Barcelona
Por que é tão difícil abandonar o petróleo?
Quando, em 2023, a comunidade internacional se comprometeu a iniciar uma transição para abandonar os combustíveis fósseis no intuito de frear as mudanças climáticas, alguns celebraram isso como o começo do fim do petróleo.
Três anos depois, a guerra no Oriente Médio evidencia que a dependência mundial do "ouro negro" não mudou, apesar de suas consequências irem muito além do impacto ambiental.
A economia e a segurança energética globais estão em risco.
Isso faz com que o conflito seja usado como mais uma razão para substituir definitivamente o principal responsável pelas emissões de CO₂ por energias renováveis, 167 anos depois da extração do primeiro barril comercial na Pensilvânia, nos Estados Unidos.
No entanto, apesar de alguns apelos, a tendência global indica que a promessa da COP28 está longe de ser cumprida.
A política do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é um exemplo disso: depois de cunhar o slogan "drill, baby, drill" (perfura, querido, perfura), ele interveio em dois países ricos em reservas de petróleo: Venezuela e Irã.
Por que é tão difícil deixar para trás o petróleo? A seguir, algumas pistas.
- É a economia -
Se os mercados financeiros respiram conforme as oscilações do preço do barril, é porque seus agentes estão profundamente ligados aos ativos associados aos hidrocarbonetos.
"A gente não pode fazer a transição quebrando de um dia para o outro as empresas de combustíveis fósseis, porque isso seria um desastre econômico planetário sem precedentes. Gigantes bancários como o HSBC quebrariam", disse à AFP Claudio Angelo, coordenador de política internacional do Observatório do Clima do Brasil.
A dependência econômica é total em países como Arábia Saudita, Kuwait e Iraque, mas não apenas neles.
No caso do Brasil, por exemplo, retirar a Petrobras da balança comercial desmontaria a economia, já que o petróleo é um dos principais produtos de exportação, acrescenta Angelo.
Outros países, como a Colômbia, são tão dependentes dessas receitas que seu presidente, Gustavo Petro, pede alívio da dívida soberana para tornar viável sua promessa de não conceder novos contratos de exploração de petróleo.
- Vontade política -
Potências exportadoras de petróleo como os Estados Unidos, Canadá e Austrália têm, por outro lado, meios para assumir a transição energética, afirma Bill Hare, diretor do instituto Climate Analytics.
"É uma questão de vontade política", acrescenta à AFP.
Mas com o retorno de Trump ao poder, junto ao avanço global da extrema direita, os interesses econômicos voltam a ser priorizados em detrimento da luta contra o aquecimento global — quando o fenômeno não é diretamente negado.
"Há toda uma visão no Ocidente, liderada pelos Estados Unidos, de voltar a um modelo que já existiu", de curto prazo, sustenta Leonardo Stanley, pesquisador associado do Centro de Estudos de Estado e Sociedade de Buenos Aires.
- O lobby mais poderoso -
Presentes nas conferências anuais da ONU sobre o clima, as petroleiras — da americana ExxonMobil à saudita Aramco — defendem seus interesses nos bastidores, às vezes por meio de grandes consultorias como a McKinsey, como mostrou uma investigação da AFP na COP28.
"O setor de óleo e gás é o lobby mais poderoso da Terra", afirma Angelo.
Há 30 anos ele "joga para adiar mudanças", acrescenta.
- Quem paga a conta? -
Para abandonar o petróleo, é necessário apoio financeiro aos países produtores dependentes dessas receitas e também aos mais pobres, para acompanhar a transição.
"Tem que haver alguma disposição das grandes e médias potências econômicas de criar um sistema internacional que facilite isso", o que até agora não ocorreu, afirma Bill Hare.
- Sinais positivos -
Apesar de tudo, há avanços.
As energias renováveis representaram um recorde de quase 50% da capacidade elétrica mundial em 2025, segundo a Irena, entidade intergovernamental que promove a transição energética.
A China, maior emissora mundial de gases de efeito estufa e, ao mesmo tempo, líder na produção de energias renováveis, ampliou de forma excepcional suas capacidades eólicas e solares no ano passado.
No Paquistão, a energia solar, que era marginal em 2020, tornou-se uma das principais fontes de eletricidade.
Em várias regiões da Austrália e dos Estados Unidos, o avanço das energias renováveis reduziu a conta de luz, segundo Hare.
W.Nelson--AT