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O Exterminador do Futuro, versão Usain Bolt: robôs superam humanos em Pequim
Correndo a toda velocidade, alguns até lembrando a lenda jamaicana Usain Bolt, vários robôs humanoides quebraram o recorde mundial humano da meia maratona neste domingo (19), em Pequim, mosstrando os avanços tecnológicos da China no setor.
Espectadores se aglomeraram ao longo do percurso para assistir às máquinas correrem, algumas delas altamente ágeis e sofisticadas, outras apresentando dimensões e capacidades muito mais rudimentares.
A meia maratona de Yizhuang colocou robôs contra humanos: cada grupo correu em uma pista paralela para evitar colisões.
O robô campeão, equipado com um sistema de navegação autônoma e representando a marca chinesa de smartphones Honor, completou o percurso de quase 21 quilômetros em 50 minutos e 26 segundos (a uma velocidade média de aproximadamente 25 km/h), segundo a emissora estatal CCTV.
Ele terminou a prova mais rápido do que o primeiro atleta humano. Mas, o que chamou mais atenção, superou o recorde mundial masculino da meia maratona (57 minutos e 20 segundos), atualmente detido pelo ugandense Jacob Kiplimo.
- Progresso incrível em comparação com 2025 -
Atrás das barreiras de segurança, Han Chenyu, uma estudante de 25 anos usando boné e óculos escuros, tem tempo só para pegar o celular antes que um robô passe rápido por ela.
A jovem se diz entusiasmada com o evento e os avanços tecnológicos.
"Embora, como futura profissional, eu também esteja bastante preocupada. Porque se a tecnologia avançar muito rápido, isso pode ter repercussões no mercado de trabalho", afirma, se referindo à substituição de certas profissões por Inteligência Artificial (IA) e robôs.
O progresso monstrado nesta meia maratona é espetacular em comparação com a edição de 2025.
No final, o robô vencedor triunfou com um tempo quase três vezes maior (2 horas, 40 minutos e 42 segundos), e diversas quedas marcaram a prova.
O desempenho das máquinas foi muito mais fluido este ano, e o número de equipes participantes subiu de cerca de vinte para mais de cem.
Um sinal do crescente entusiasmo pelo setor, segundo os organizadores.
- Humanos destronados? -
Nos últimos anos, robôs humanoides se tornaram uma visão comum na China, tanto na mídia quanto em espaços públicos.
"Acredito que, dentro de três a cinco anos, eles farão parte do nosso cotidiano" auxiliando em "tarefas domésticas, na companhia para idosos" e até mesmo em "trabalhos perigosos, como o combate a incêndios", declara Xie Lei, um espectador de 41 anos que compareceu ao evento com sua família.
Esta meia-maratona tem como objetivo popularizar essas tecnologias junto ao público em geral e estimular a inovação.
Uma prova da vitalidade do setor é o fato de que os investimentos na China — especificamente em robótica e em IA especializada nesse campo — atingiram 73,5 bilhões de yuans (cerca de R$ 55 bilhões na cotação atual) até o final de 2025, segundo um estudo de uma agência oficial.
"Por milhares de anos, os seres humanos estiveram no topo. Mas agora, vejam só, os robôs estão começando a nos superar, ao menos no que diz respeito à navegação autônoma em uma competição esportiva", diz Xie Lei, sorrindo.
"Por um lado, isso é um pouco triste para a humanidade. Mas a tecnologia, especialmente nos últimos anos, também nos abre muitos novos horizontes", conclui.
T.Sanchez--AT