-
Keiko Fujimori, a herdeira com um sobrenome que divide os peruanos
-
Keiko Fujimori alcança vantagem irreversível na eleição peruana
-
Colômbia vence RD Congo (1-0) e avança aos 16-avos de final da Copa do Mundo
-
Economia argentina mantém ritmo de crescimento no 1T
-
Apesar de já classificado em 1º, México não facilitará contra República Tcheca, garante técnico Aguirre
-
Governo da Bolívia está 'forçando uma guerra civil', diz Evo Morales à AFP
-
Ancelotti confirma que Neymar está pronto para estrear contra a Escócia na Copa
-
Enner Valencia é alvo de críticas no Equador às vésperas de jogo decisivo contra Alemanha
-
AJ Dybantsa é selecionado pelos Wizards como 1ª escolha do Draft da NBA
-
Croácia elimina Panamá (1-0) e segue viva na Copa do Mundo
-
Kim diz que vai equipar Marinha norte-coreana com armas nucleares
-
Técnico da República Tcheca faz autocrítica, mas confia em "milagres" contra o México
-
Ações de tecnologia derrubam bolsas mundiais
-
Já classificada em 1º lugar do Grupo D, seleção dos EUA relaxa em 'oásis' californiano
-
Entre vaias e dúvidas, o já classificado México busca convencer contra a República Tcheca
-
Inglaterra e Gana empatam sem gols, mas ficam perto dos 16-avos da Copa
-
'Todos apoiam Achraf Hakimi', garante goleiro marroquino Munir El Kajoui
-
Sem mísseis, Irã seria 'igual a Gaza', diz presidente
-
'Eu sempre chego', responde CR7 aos que diziam que ele 'estava aposentado'
-
Técnico de Portugal destaca reação após início difícil na Copa
-
Oito pessoas são condenadas à prisão por ataque a centro de detenção de imigrantes nos EUA
-
Congresso dos EUA aprova texto simbólico sobre retirada de tropas mobilizadas contra Irã
-
Trump comparecerá à final da Copa do Mundo e entregará troféu ao campeão
-
Deschamps volta à França após morte de sua mãe e não comandará equipe contra Noruega
-
Rodovias da Bolívia são desobstruídas após sete semanas de bloqueios
-
Técnico da Escócia busca, contra o Brasil, classificação inédita para 2ª fase de uma Copa
-
'Vou fazer tudo o que estiver ao meu alcance para me recuperar', diz Raphinha
-
Apresentadora americana pede ajuda após relatos da morte de sua mãe sequestrada
-
CR7 faz dois e Portugal goleia Uzbequistão (5-0) na Copa do Mundo
-
Argentina volta aos treinos sem seus titulares na véspera do aniversário de Messi
-
Começa evacuação de 11 mil marinheiros bloqueados em Ormuz
-
Empresária americana Michele Kang chega a acordo para compra do Lyon
-
João Fonseca sente desconforto no ombro a seis dias de Wimbledon
-
Histórias de diversidade marcam a Copa do Mundo da diáspora
-
Marco Rubio chega ao Golfo para tranquilizar seus aliados abalados pela guerra
-
Brilho de Messi na Copa do Mundo será suficiente para a Argentina?
-
Ações de tecnológicas despencam e arrastam principais bolsas mundiais
-
EUA impõe sanções contra cinco empresas cubanas e nora de Raúl Castro
-
Cristiano Ronaldo se torna o primeiro jogador a marcar em seis Copas do Mundo
-
Pausa de 30 minutos, 13 quilômetros: o protocolo em caso de tempestade na Copa do Mundo
-
Brasil e Escócia voltam a se enfrentar em uma Copa do Mundo
-
Semana de Moda Masculina começa em plena onda de calor em Paris
-
FIA anuncia mudanças nos motores da Fórmula 1 em 2027 e 2028
-
Delegação do governo talibã negocia com UE a repatriação de afegãos
-
Marco Rubio viaja ao Golfo para tranquilizar seus aliados abalados pela guerra
-
Torcedor morre na Jordânia após tumulto durante jogo da Copa do Mundo
-
Com nova vitória na Colômbia, a direita avança na América Latina
-
Barcelona exerce opção de compra da jovem promessa egípcia Hamza Abdelkarim
-
Turistas ficam presos em mirante durante operação contra o tráfico no Rio
-
Gattuso assina com a Lazio após fiasco na seleção italiana
Por que os argentinos deram seu apoio a Milei nas legislativas?
Por que os argentinos deram seu apoio ao presidente Javier Milei nas legislativas de domingo, apesar de um duro ajuste de gastos, dos boatos de desvalorização e de uma corrida cambial? A queda da inflação, o medo do fiasco e o repúdio ao peronismo venceram a batalha, segundo eleitores e analistas.
Entre os aliviados está Juan Salvatori, para quem a vitória do presidente ultraliberal "pelo menos vai trazer um pouco de tranquilidade diante de tanta incerteza de não saber o que aconteceria caso ele se saísse mal" nas eleições, disse à AFP este funcionário administrativo de 52 anos.
Patricio Mejuto, outro trabalhador de 37 anos, também apoiou o governo, apesar de seus contrastes. "Erraram com os aposentados, com o hospital pediátrico Garrahan", aos quais o governo impôs ajustes severos, "mas é algo que pode se ajeitar, ainda tem tempo", disse.
- Oposição enfraquecida -
O partido ultraliberal de Milei, A Liberdade Avança (LLA, na sigla em espanhol), obteve mais de 40% dos votos, acima dos 31,6% das agrupações do peronismo, um histórico partido nacionalista e industrialista.
O repúdio ao peronismo "pesou mais" que os escândalos políticos e de corrupção envolvendo o governo de Milei, a corrida cambial e "o desgaste com o estilo de liderança presidencial", avaliou o cientista político Carlos Fara.
Depois de o Congresso bloquear vetos de Milei a leis que atualizavam fundos para universidades, saúde e pessoas com deficiência desde 2023, apesar da inflação de três dígitos, "a sociedade chegou às urnas esgotada, desiludida e com pouca energia", acrescentou.
Isto se refletiu na baixa participação, de cerca de 67%, a mais baixa desde 1983 em um país onde o voto é obrigatório.
Do lado da oposição, "não só não houve autocrítica pelos desastres realizados nos governos anteriores, mas tampouco uma ideia superadora em relação ao que está acontecendo com a agenda de reformas que o governo propõe", disse à AFP o cientista político Sergio Berensztein.
A mensagem da oposição se concentrou em "pôr um freio em Milei", acrescentou o cientista político Carlos Germano.
"Muitíssimos setores apostaram na mudança diante de uma oposição que estava propondo mais do mesmo sem nenhuma alternativa ao plano econômico e ao projeto de Milei", disse Germano.
Victorio, de 70 anos e relutante a dar seu sobrenome, votou em Milei apesar "de saber pouco de política" porque "para além de seus erros, economicamente está tentando tirar a Argentina do poço em que os governos anteriores a colocaram", resumiu.
- Trauma econômico -
O eleitorado valorizou a queda da inflação, apesar do sofrimento social que Milei causou com sua motosserra, que atingiu de forma desigual setores frágeis, como os aposentados, e impactou o poder aquisitivo da classe média, motor do consumo, que foi a pique.
Dezenas de milhares de empregos também foram perdidos, os salários caíram e foi cortado o financiamento para a ciência, a educação, a saúde e as obras públicas em prol do cumprimento das metas fiscais.
Apesar dos sintomas recessivos da economia, a "memória traumática" da inflação prevaleceu, disse à AFP a analista Shila Vilker, diretora da consultoria Trespuntozero.
"Não subestimaria a estabilidade e o controle da inflação, que para a psiquê de boa parte dos argentinos é algo extremamente valioso", acrescentou Vilker.
- Salva-vidas -
Após quatro semanas de corrida cambial, o medo de um fiasco financeiro que desperte a inflação também pesou.
"O surgimento, durante a campanha, do socorro dos Estados Unidos ajudou a que não se deixasse de explorar o tema do dólar, que tinha entrado em uma espiral frenética e se aquietou, com a ajuda dos Estados Unidos", apontou Germano.
Vilker também se referiu ao papel do presidente americano. "É um tema que está em questão, ambivalente, muito criticado por uma parte da população argentina" que o tachou de interferência. "Mas também foi muito valorizado por outro segmento importante do eleitorado" como um salva-vidas oportuno, acrescentou.
Germano opinou que essa ajuda foi importante para a vitória de Milei, "mas não transcendental".
O que prevaleceu mais foi "a aposta em um processo de mudança que está no meio do caminho, com muitos erros a corrigir, mas frente o outro que já conheciam", disse.
S.Jackson--AT