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Cerca de 180 palestinos saíram de Gaza após reabertura da passagem de Rafah
Por volta de 180 palestinos saíram da Faixa de Gaza desde a reabertura limitada da passagem fronteiriça de Rafah, que leva ao Egito, há uma semana, segundo informações de autoridades do território.
A passagem de Rafah, que é a única saída para os habitantes de Gaza que não passa por Israel, foi reaberta para o trânsito de pessoas em 2 de fevereiro, depois que as autoridades israelenses tomaram o controle deste cruzamento durante a guerra com o movimento islamista Hamas.
Entre segunda (2) e quinta-feira (5), 135 pessoas atravessaram para o Egito, a maioria pacientes e seus acompanhantes, informou Ismail al Thawabteh, diretor do escritório de comunicações do território governado pelo Hamas desde 2007.
"As estatísticas oficiais sobre o trânsito na passagem fronteiriça de Rafah desde segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026, até quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, mostram uma severa restrição das viagens", declarou Thawabteh, que detalhou que a passagem permaneceu fechada na sexta e no sábado.
O Crescente Vermelho Palestino confirmou que 135 habitantes de Gaza saíram pela passagem fronteiriça entre esses dias.
Mohammed Abu Salmiya, diretor do Hospital de Al Shifa, o principal centro médico de Gaza, indicou que outras 44 pessoas deixaram o território neste domingo (8).
Entre os evacuados havia 19 pacientes e o restante eram pessoas que os acompanhavam, detalhou.
Uma fonte egípcia da fronteira confirmou esses números de domingo. No total, a soma chega a 179 pessoas.
Raja Abu al Jadian contou à AFP que seu filho foi ferido durante a guerra e permaneceu com uma placa de metal na perna durante um ano e meio.
"Nos disseram que seria preciso removê-la para evitar maiores danos", explicou, antes de seguir para o Egito.
Thawabteh disse que 88 pessoas entraram em Gaza vindas do Egito desde a reabertura da fronteira.
Israel permitiu uma reabertura limitada da passagem na segunda-feira, que, segundo relatos, foi uma resposta à pressão dos Estados Unidos. Agências da ONU e ONGs humanitárias pedem há muito tempo a retomada do trânsito na fronteira, que é um dos pontos do plano impulsionado pelo presidente americano Donald Trump para Gaza.
O médico Abu Salmiya declarou na semana passada que cerca de 20 mil pacientes em Gaza precisam de tratamento urgente, que incluem 4.500 crianças.
A.Moore--AT