-
Emissões chinesas de CO2 ficaram estáveis ou em leve queda em 2025, aponta análise
-
Preço dos ingressos para Copa do Mundo 2026 dispara no site de revenda da Fifa
-
Pedidos de casamento cinematográficos conquistam a cidade do amor
-
Thomas Tuchel renova contrato com seleção inglesa até Eurocopa 2028
-
Festival de Berlim inicia edição que busca defender a 'liberdade artística'
-
'Escolas deveriam ser seguras': canadenses lamentam vítimas de ataque a tiros
-
Bangladesh comparece às urnas um ano após revolta popular
-
Governo Trump se prepara para revogar texto-base das normas climáticas dos EUA
-
Venezuela antecipa aprovação de histórica lei de anistia
-
Atleta ucraniano é desclassificado dos Jogos Olímpicos por capacete com homenagem a mortos na guerra
-
Presidente israelense diz que antissemitismo na Austrália é 'assustador'
-
Líder norte-coreano consolida a filha como possível herdeira, afirma Seul
-
Reforma trabalhista de Milei avança no Senado em meio a protestos
-
Trump ordena que Pentágono compre eletricidade de centrais de carvão
-
Presidente de Taiwan adverte que ambições da China 'não vão parar' em caso de anexação da ilha
-
Diretor do Instagram rejeita noção de 'dependência clínica' das redes sociais
-
De Maduro a presos políticos: procurador aposta em 'pacificação real' da Venezuela com anistia
-
Nottingham Forest demite técnico Sean Dyche
-
Visita de secretário de Trump à Venezuela antecipa fim de embargo petrolífero
-
EUA começará 'em algumas semanas' a pagar os bilhões que deve à ONU
-
Policiais rebelados suspendem protesto em cidade argentina
-
Venezuela pós-Maduro expulsa guerrilhas para Colômbia, diz ministro colombiano à AFP
-
Polícia identifica jovem de 18 anos como autora de massacre no Canadá
-
Real Sociedad vence Athletic Bilbao (1-0) e abre vantagem na semifinal da Copa do Rei
-
Messi sofre lesão muscular e Inter Miami adia amistoso em Porto Rico
-
Visita de secretário de Trump à Venezuela abre agenda de longo prazo com foco no petróleo
-
Bayern elimina Leipzig (2-0) e vai às semifinais da Copa da Alemanha
-
Manchester City vence Fulham (3-0) e coloca pressão sobre líder Arsenal
-
Trump se reúne com Netanyahu e insiste em continuar diálogo com Irã
-
Brasileiros ficam fora da final do snowboard halfpipe nos Jogos de Inverno
-
Protesto contra reforma trabalhista na Argentina deriva em confrontos em Buenos Aires
-
Citado no caso Epstein, presidente do comitê dos Jogos de Los Angeles 2028 seguirá no cargo
-
Inglaterra escolhe Kansas City como base para Copa do Mundo e disputará amistoso contra Costa Rica
-
Equador disputará amistosos contra Marrocos e Países Baixos antes da Copa do Mundo de 2026
-
James Van Der Beek, estrela de 'Dawson's Creek,' morre aos 48 anos
-
Diretor do Instagram rejeita noção de 'dependência clínica' às redes sociais
-
Candidato da oposição da Colômbia promete bombardear acampamentos do narcotráfico com apoio dos EUA
-
Gisèle Pelicot revela dor e resiliência em seu livro de memórias
-
Swiatek avança às quartas do WTA 1000 de Doha; Andreeva é eliminada
-
Jutta Leerdam, a 'diva' que quebra os protocolos da patinação de velocidade
-
Lindsey Vonn passa por terceira cirurgia após queda nos Jogos de Inverno
-
Norris dita ritmo dos testes no Bahrein; Hamilton pede igualdade na F1
-
Democratas acusam procuradora-geral dos EUA de 'encobrir' arquivos Epstein
-
Rebelião policial na Argentina entre sirenes e reivindicações salariais
-
Polícia e Procuradoria britânicas 'em contato' após documentos comprometedores para Andrew
-
Secretário de Energia dos EUA se reúne com presidente interina na Venezuela
-
Tribunal francês se pronunciará em 7 de julho sobre caso de Marine Le Pen
-
Canadá de luto por massacre em escola e residência que deixou 9 mortos
-
Tottenham demite Thomas Frank após derrota que o aproxima da zona de rebaixamento
-
Netanyahu chega à Casa Branca para pedir a Trump mais pressão sobre o Irã
Israelenses de luto pedem reconhecimento do Estado palestino
Quando seus pais foram assassinados no ataque do Hamas de 7 de outubro de 2023 contra o território israelense, Maoz Inon jurou que rejeitaria a vingança e escolheria o caminho da reconciliação, para ele e para seu país.
O empresário do setor de turismo de 49 anos está entre os milhares de israelenses que pedem à comunidade internacional que reconheça formalmente o Estado da Palestina antes da Assembleia Geral da ONU na próxima semana, durante a qual vários países ocidentais planejam anunciar o reconhecimento.
Inon, que participou há 20 anos de outro movimento pela paz, acredita que o diálogo, o reconhecimento e o perdão dos dois lados são fundamentais para um futuro seguro na região.
"Vingando a morte, não vamos devolver a vida deles. E vamos apenas intensificar o ciclo de violência, derramamento de sangue e vingança no qual estamos presos, não desde 7 de outubro, mas há um século", afirma.
Quando o ataque aconteceu, Inon disse que "não ficou surpreso", após anos de "ocupação, opressão e muros entre nós e o outro lado".
"Eu sabia que explodiria em nossa cara", explica à AFP de Tel Aviv. "Nunca imaginei, nem no meu pior pesadelo, que eu pagaria o preço".
Desde então, ele se tornou uma figura crucial de uma nova campanha a favor do reconhecimento do Estado da Palestina, mas admite que não é fácil convencer a opinião pública israelense.
Segundo uma pesquisa do Centro de Pesquisas Pew, apenas 21% dos adultos israelenses acreditam que Israel e um Estado Palestino podem coexistir pacificamente, o menor resultado desde que a pergunta começou a ser formulada pelo instituto em 2013.
A campanha, que recebeu o nome "Não à guerra - Sim ao reconhecimento", já reuniu mais de 8.500 assinaturas de israelenses e os organizadores esperam alcançar 10.000 para apresentá-la na Assembleia Geral da ONU.
"Reconhecer um Estado Palestino não é um castigo para Israel, e sim um passo em direção a um futuro mais seguro e melhor, baseado no reconhecimento mútuo e na segurança para ambos os povos", afirma o texto.
- "Desumanização" -
A iniciativa foi apresentada pelo movimento cidadão israelense Zazim, que distribuiu milhares de cartazes e instalou um outdoor em Tel Aviv como parte da campanha.
"Em 8 de outubro de 2023 já estava claro que a doutrina de administrar o conflito havia desmoronado completamente, e que tínhamos duas opções", destaca Raluca Ganea, cofundadora do movimento. "Uma é a destruição total e aniquilação do outro lado, a outra a solução de dois Estados".
A situação em Gaza dominará a Assembleia Geral da ONU que começa na segunda-feira, quase dois anos após o início da ofensiva militar israelense em resposta ao ataque do Hamas.
França, Reino Unido, Bélgica, Canadá e Austrália anunciaram que pretendem reconhecer o Estado palestino durante o evento na ONU.
Ganea acredita que seria um passo em direção ao fim do que ela chama de "desumanização" dos palestinos, especialmente em Gaza, ao conceder a estas pessoas o mesmo "status que as outras nações do mundo".
Inon aponta que o reconhecimento deve ser acompanhado de medidas concretas. "Todos os que atuam contra uma solução de dois Estados devem ser punidos, devem receber sanções", disse.
Yonatan Zeigen perdeu sua mãe, Vivian Silver, uma famosa ativista pela paz, em 7 de outubro de 2023, quando ela foi assassinada no kibutz Beeri.
"Tive que acompanhar minha mãe até sua morte por telefone", relata.
Após um sentimento de "impotência total", agora ele assegura que "o único futuro sustentável e viável é que ambos os povos compartilhem a terra".
"A libertação palestina e a segurança israelense dependem de que os palestinos obtenham seus direitos básicos", afirma.
Contudo, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, insiste que "não haverá Estado palestino" e os membros de extrema direita de seu governo promovem a expansão da colonização na Cisjordânia ocupada para impedir a possibilidade.
O.Gutierrez--AT